Sul-africanos se despedem de capitão da seleção assassinado

sábado, 1 de novembro de 2014 12:05 BRST
 

Por Siphiwe Sibeko

DURBAN (Reuters) - Milhares de sul-africanos vestidos de vermelho ou preto se despediram neste sábado do goleiro da seleção nacional de futebol, Senzo Meyiwa, assassinado no último domingo, em cerimônia no lotado estádio de Durban.

O clima era em parte sombrio, com torcedores aos prantos enquanto o carro funerário levava o caixão do goleiro de 27 anos, envolto com a bandeira da África do Sul, pelo estádio, mas também por vezes era de festa, com o barulho incessante da vuvuzela e alguns cânticos de futebol puxados na arquibancada. 

Meyiwa foi baleado e assassinado no que pareceu ser uma desastrosa tentativa de assalto na casa de sua amante na noite do domingo, realçando o problema cada vez maior da violência armada no país, o mais desenvolvido da África.

Um dos suspeitos, Zanokuhle Mbatha, foi detido depois de ser identificado por uma testemunha. O suspeito de 25 anos compareceu ao tribunal na sexta-feira e vai comparecer novamente para depor no dia 11 de novembro. A polícia divulgou a identidade de dois outros homens na terça-feira. 

"Temos todos os motivos do mundo para ficarmos bravos com a morte de Senzo", disse o ministro do Esportes, Fikile Mbalula, aos presentes na cerimônia fúnebre. "A Justiça vai encontrar os responsáveis. Não vamos descansar enquanto eles não forem encontrados."

A morte de Meyiwa aconteceu alguns dias após a prisão do atleta paraolímpico Oscar Pistorius, que matou sua namorada Reeva Steenkamp pensando que ela era um invasor escondendo-se em sua luxuosa casa em Pretória, a capital.

O país segue como um dos mais violentos do mundo, embora a taxa de homicídios tenha caído gradualmente. A polícia registrou mais de 17 mil homicídios no último ano, ou 31 para cada 100 mil pessoas --sete vezes a taxa registrada nos Estados Unidos.

Em média, 50 armas são perdidas ou roubadas todos os dias de portadores licenciados, de acordo com o grupo Gun Free South Africa.