Fifa se desculpa à Ucrânia por gafe durante apresentação de logo do Mundial

terça-feira, 4 de novembro de 2014 13:02 BRST
 

KIEV (Reuters) - A Fifa se desculpou com a Ucrânia por um erro durante a apresentação do logo para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia, em uma cerimônia em Moscou na semana passada, quando mostrou a península da Crimeia como parte da Federação Russa.

O incidente agravou a tensão nas relações entre os dois países, ante o fato da península ucraniana da Crimeia ter sido anexada pela Rússia em março, o que veio a intensificar o conflito já em curso entre forças do governo ucraniano e separatistas apoiados pela Rússia.

A Federação de Futebol da Ucrânia publicou em seu site uma carta de desculpa enviada pela Fifa.

"É feita referência ao infeliz incidente ocorrido durante o lançamento oficial do emblema para a Copa do Mundo 2018, em Moscou", disse a Fifa.

"Como parte do lançamento do emblema oficial, o Comitê Organizador Local contratou uma agência criativa local para uma projeção artística sobre o Teatro Bolshoi, como uma oportunidade única para a realização de fotos e filmagens", explicou a entidade.

"Infelizmente, um mapa da Rússia mostrando a região ucraniana da Crimeia como parte da Rússia foi selecionada e usada durante a projeção pelo prestador de serviço local, o que escapou da atenção da Fifa ao carregar o vídeo em nosso site e canal do YouTube", acrescentou.

"Uma vez que esse infeliz incidente foi trazido à nossa atenção, retiramos imediatamente a curta sequência em questão. Lamentamos qualquer inconveniência causada por esse infeliz incidente e garantimos que seremos mais atentos com o material produzido por terceiros no futuro", acrescentou.

A Ucrânia abordou oficialmente a Fifa e a Uefa em agosto para que impusessem rígidas sanções contra a Rússia por permitir que três clubes da Crimeia jogassem no Campeonato Russo.

Um grupo de trabalho montado especialmente pelas entidades tem se empenhado em resolver a questão desde setembro.

(Reportagem de Igor Nitsak)

 
Logo da Fifa na sede da entidade em Zurique. 03/10/2013 REUTERS/Arnd Wiegmann