Não há solução fácil para reduzir custo das Olimpíadas, diz dirigente asiático

quinta-feira, 6 de novembro de 2014 11:09 BRST
 

Por Julian Linden

BANGKOK (Reuters) - Embora o Comitê Olímpico Internacional (COI) esteja buscando maneiras de reduzir significativamente os custos das Olimpíadas, a principal autoridade olímpica da Ásia alertou que é improvável encontrar uma solução barata para o problema.

O xeique do Kuweit Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, presidente do Conselho Olímpico da Ásia, afirmou que, embora o COI esteja analisando formas de cortar custos, a dimensão e o prestígio dos Jogos farão com que eles continuem caros.

“(Reduzir) os custos operacionais é muito importante, mas temos que encarar os fatos”, afirmou ele a um grupo de jornalistas nesta quinta-feira.

“Queremos uma Olimpíada marcante. E se queremos uma Olimpíada marcante, temos que manter o nível”.

O COI foi forçado a encarar o problema dos custos crescentes do evento depois que algumas cidades desistiram de se candidatar a sede da Olimpíada de Inverno de 2022.

Só duas cidades asiáticas, Pequim e Almaty (Cazaquistão), continuam na disputa, despertando temores de que os Jogos não sejam mais atraentes por causa dos preços astronômicos.

Estes temores se aprofundaram quando a Rússia gastou estimados 51 bilhões de dólares para organizar a Olimpíada de Inverno deste ano em Sochi, embora o xeique Ahmad tenha dito que estas cifras não refletem o quanto se investiu para sediar a competição em si.

“Todos disseram 50 bilhões, um monte de zeros. Essa foi a manchete, mas a realidade não é essa”, afirmou.   Continuação...

 
Xeique do Kuweit Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, presidente do Conselho Olímpico da Ásia, em foto de arquivo. REUTERS/Rob Dawson