COI aprova medidas que facilitam sediar Olimpíadas

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 10:10 BRST
 

Por Ossian Shine

MÔNACO (Reuters) - Os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovaram nesta segunda-feira ousadas medidas para reformular a maneira como as cidades vão se candidatar para sediar os Jogos Olímpicos. 

Grandes mudanças no processo de candidatura foram aprovadas por unanimidade, tornando mais fácil e barato para as cidades sediar as Olimpíadas. 

A votação levou a Mônaco os mais de 100 membros do COI, com promessas de estimular mudanças e inovação entre os dirigentes esportivos.

As mudanças no processo de candidatura incluem a permissão para que os anfitriões realizem alguns eventos em outras cidades e até mesmo países na mesma Olimpíada.

“A compactação dos Jogos tem que ser avaliada pelo benefício de utilizar os locais já existentes”, disse o australiano John Coats a seus companheiros do COI no Fórum Grimaldi, em Mônaco. 

“Essas mudanças contemplam cidades e países diferentes para sediar os Jogos, e isso é por motivos de sustentabilidade”, disse Coates, que liderou um grupo de trabalho que analisou o processo.

Preocupado em evitar uma situação como a que aconteceu com a candidatura para os Jogos de Inverno de 2022, quando quatro dos seis candidatos abandonaram a corrida por preocupações financeiras, prejudicando a reputação dos Jogos como um projeto lucrativo, o COI foi unânime na adoção das recomendações.

As mudanças têm como meta reduzir o custo de candidatura e permitir que as cidades integrem os Jogos Olímpicos aos planos da cidade, em vez de adaptar a cidade à competição.

As mudanças também incluem uma fase de convites em que possíveis candidatos podem primeiramente discutir os planos com o COI antes de decidir se lançarão ou não sua campanha para sediar os Jogos.

Isso evitará uma repetição do fracasso sobre o processo para 2022. 

 
Presidente do COI, Thomas Bach, príncipe Albert II, de Mônaco, e presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Nuzman, antes de sessão do COI em Mônaco. 07/12/2014 REUTERS/Eric Gaillard