Encobrimentos de doping são tão prejudiciais quanto casos de Johnson e Jones

domingo, 14 de dezembro de 2014 15:30 BRST
 

Por Tom Hayward

LONDRES (Reuters) - Alegações da disseminação de doping no atletismo e encobrimentos dos casos são tão prejudiciais ao esporte quanto os casos envolvendo Bem Johnson e Marion Jones, de acordo com Sebastian Cole, bicampeão olímpico e vice-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

Este mês, a emissora alemã ARD afirmou que existe doping sistemático na Rússia e ainda alegou que a IAAF encobriu ou não investigou um número de exames de sangue que deram positivo ou anomalias no nível sanguíneo de atletas de vários países.

As acusações não foram verificadas pela Reuters e o chefe a Federação Russa de Atletismo, Valentin Balakhnichev, chamou as alegações de “pacote de mentiras”.

“Como avalio isso? Em 40 anos ou mais no atletismo, houve grandes momentos. Bem Johnson em 1988, Marion Jones, está tudo aí e ninguém está remotamente sugerindo que tais alegações não sejam sérias”, disse Coe, proeminente personagem contra o doping, ao programa Sportsweek, da Rádio BBC, neste domingo.

“Se isso for comprovado, claro que é (tão grande quanto os casos envolvendo Johnson e Jones).”

Johnson foi pego no antidoping depois ganhar a medalha de ouro nos 100m rasos nas Olimpíadas de Seul, em 1988, enquanto a americana Jones perdeu seus três ouros conquistados nos Jogos de Sydney-2000 também por causa de doping.

“Esta semana tem sido descrita como ruim para o atletismo – eu iria mais longe, tem sido uma semana medonha”, acrescentou Coe.

“Nenhum de nós deveria se esconder ou se envergonhar. Nós temos de trazer à tona esse episódio vergonhoso e triste e toda e qualquer alegação deve ser investigada tão rápido quanto consigamos.”   Continuação...