Nuzman se diz preocupado com medalhas do vôlei em 2016 se BB não retomar patrocínio

terça-feira, 16 de dezembro de 2014 22:20 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê dos Jogos de 2016, Carlos Arthur Nuzman, pediu nesta terça-feira que o Banco do Brasil retome o patrocínio à Confederação Brasileira de Vôlei sob risco de o país não conquistar quatro medalhas olímpicas nesta modalidade nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

O Banco do Brasil suspendeu na semana passada o repasse de verbas à CBV após denúncias de irregularidades em contratos da confederação que, juntos, somam 30 milhões de reais em pagamentos feitos entre 2010 e 2013.

"Com relação aos contratos com o BB espero que seja uma suspensão temporária porque o que preocupa é 2016. Estão em jogo quatro medalhas", disse Nuzman a jornalistas em evento esportivo no Rio de Janeiro.

"Óbvio que isso nos deixa preocupados, e espero que o BB possa rever suas regras e possamos seguir adiante", acrescentou.

Entre as supostas irregularidades encontradas na auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) estão pagamentos para empresas possivelmente fantasmas de genros do ex-presidente da Confederação Brasileira de Vôlei Ary Graça, atualmente à frente da Federação Internacional de Vôlei. A CGU também identificou que bônus de performance não eram repassados aos atletas.

O banco condicionou a retomada e a continuidade do patrocínio à adoção de medidas apontadas pela CGU.

Nuzman estima que o Brasil pode conquistar quatro medalhas no vôlei em 2016, sendo duas no vôlei de quadra (masculino e feminino) e outras duas na categoria disputada na areia, também nas duas modalidades.

"Não temos por hábito intervir e só agimos quando há necessidade de mudar regulamentação, administração ou se houver um pedido. Não é o caso", declarou Nuzman. "O vôlei é um exemplo pelas conquistas e da forma que cresceu e se estruturou. Não tenho a menor dúvida disso."

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

 
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê dos Jogos de 2016, Carlos Arthur Nuzman, chega ao Palácio do Planalto, em Brasília, em julho. 11/07/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino