Investigador de ética da Fifa renuncia por reação a relatório das Copas de 2018 e 2022

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 17:04 BRST
 

Por Brian Homewood

MARRAKECH, Marrocos (Reuters) - O investigador de ética da Fifa, Michael Garcia, renunciou nesta quarta-feira em protesto pela maneira como seu relatório sobre as candidaturas das Copas de 2018 e 2022 foi tratado por Hans-Joachim Eckert, o juiz de ética da entidade.

Garcia disse ter perdido a confiança na independência da Câmara Adjucatória do Comitê de Ética depois de um comunicado de 42 páginas emitido por Eckert, baseado no documento ainda secreto de Garcia, em novembro.

Em comentários que devem representar mais um golpe na credibilidade da Fifa para policiar a si mesma, Garcia também afirmou que o organismo carece de liderança.

O presidente da Uefa, Michel Platini, membro do Comitê Executivo da Fifa, declarou que a renúncia de Garcia é um passo para trás.

“O Comitê de Ética da Fifa foi criado para aumentar a transparência da organização, é isso que queríamos, mas no final só causou mais confusão para a Fifa”, disse o francês em um comunicado.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, acrescentou: “Estou surpreso com a decisão do senhor Garcia. O trabalho do Comitê de Ética irá continuar, entretanto, e será uma parte central das discussões da reunião do Comitê Executivo nos próximos dois dias”.

O relatório de Garcia, ex-promotor dos Estados Unidos, examinou as alegações de corrupção na concessão dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Catar, respectivamente.

Garcia apelou do comunicado de Eckert, dizendo que ele contém colocações equivocadas, mas o recurso foi declarado inadmissível pela Fifa na terça-feira.   Continuação...

 
Logotipo oficial da Copa do Mundo da Rússia, que ocorrerá em 2018. 28/10/2014. REUTERS/Maxim Shemetov