December 21, 2014 / 1:57 PM / 3 years ago

Uma derrota nunca é digna, diz treinador do San Lorenzo

3 Min, DE LEITURA

MARRAKECH, Marrocos - O treinador do San Lorenzo Edgardo Bauza se recusou a aceitar como "digna" a derrota do seu time por 2 x 0 na final do Mundial de Clubes, no sábado, embora tenha duelado com um Real Madrid claramente superior.

Faltavam oito minutos para os campeões sul-americanos irem para o intervalo de jogo sem tomar gols, com uma estratégia que parecia, até aquele instante, bem sucedida ao parar o poderoso time espanhol, quando Sergio Ramos usou a cabeça para abrir o placar após cobrança de escanteio.

E depois que Gareth Bale fez o segundo no começo da segunda etapa, o San Lorenzo poderia ter facilmente capitulado diante de um campeão europeu cuja média nas últimas 21 vitórias consecutivas foi de 3,8 gols por partida.

No entanto, o time argentino conseguiu evitar maiores estragos e manteve o placar.

"Uma derrota não é digna. Cada uma delas me machuca, não importa como", disse Bauza aos jornalistas.

"Foi uma longa jornada até chegarmos à final, e o que conseguimos aqui foi um consolo, mas obviamente eu não gostei (do resultado) apesar do status superior de nosso oponente e da enorme dificuldade em jogar contra ele."

"Temos que aceitar a derrota, mas não foi digna ou qualquer coisa assim. Simplesmente perdemos." 

Bauza disse que a partida vinha conforme planejada até o primeiro gol do Real.

"Foi tão difícil quanto imaginamos. Tínhamos planejado impedir o Real de criar chances, e acho que cumprimos isso, mas o gol saiu de bola parada e complicou tudo", admitiu.

"É dolorido já que nós tínhamos o sonho de vencer o jogo."

O Real Madrid venceu o Mundial de Clubes pela primeira vez após bater o San Lorenzo após um primeiro tempo bastante travado, no qual o aguerrido time argentino conseguiu forçar o Real a brigar pela posse de bola no meio-campo. 

O time espanhol fez um gol em cada tempo para selar a 22ª vitória consecutiva em todas as competições. Apesar das jogadas ríspidas, o árbitro, o guatemalteco Walter Lopez, conseguiu manter os ânimos sob controle.

O público em Marrakech deu aos campeões europeus um apoio fervoroso, esperando por uma exibição de gala, que o San Lorenzo fez de tudo para evitar, apesar da disparidade entre as equipes.

"É um dia especial e isso foi uma recompensa por todo o esforço e trabalho que tivemos como um time", disse Ramos.

Por Brian Homewood

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