Teórico da conspiração, Mourinho protege jogadores reclamando de juízes

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015 15:20 BRST
 

Por Ken Ferris

LONDRES (Reuters) - O técnico do Chelsea, José Mourinho, tornou-se mestre em proteger seus jogadores quando a pressão começa, e suas reclamações sobre a arbitragem depois da humilhante derrota por 5 x 3 para o Tottenham Hotspur na terça-feira não foram surpreendentes.

O técnico português reconheceu que sua defesa cometeu alguns erros, mas também lamentou a falta de sorte de sua equipe e culpou o árbitro Phil Dowd por não marcar um pênalti para o Chelsea quando Jan Vertonghen colocou a mão na bola sem intenção.

"Cometemos alguns erros defensivos", disse Mourinho a jornalistas depois de o Chelsea ser atropelado pela exuberante exibição do Totttenham, que virou o placar depois de estar perdendo por 1 x 0.

"Tivemos alguns problemas individuais em nossa estrutura defensiva e isso mais o azar em todos os rebotes e chutes desviados e por isso sofremos cinco gols, o que é totalmente fora do nosso contexto", acrescentou.

"Quando você sofre cinco gols é difícil conquistar um resultado positivo, mas apesar disso, marcamos três vezes e tivemos chances e muita iniciativa para marcar mais", avaliou.

"Com o resultado em 1 x 0, uma clara ação poderia ter nos dado o 2 x 0 e, normalmente, com 2 x 0 o resultado seria completamente diferente e a história do jogo seria completamente diferente."

Ele fez reclamações igualmente ruidosas quando o Chelsea não teve um pênalti marcado a favor de sua equipe no empate em 1 x 1 contra o Southampton por 1 x 1.

"No fim das contas você está falando sobre duas partidas, seis pontos... ganhamos um em seis pontos quando duas decisões cruciais poderiam nos dar seis pontos", acrescentou.

A postura defensiva do treinador na entrevista coletiva pós-jogo também reflete o fato de que foi a primeira vez que o Chelsea sofreu quatro gols em uma partida do Campeonato Inglês sob o comando de Mourinho.

 
Técnico do Chelsea, José Mourinho, durante jogo contra Tottenham Hotspur, no estádio White Hart Lane, em Londres, na quinta-feira. 01/01/2015 REUTERS/Eddie Keogh