Príncipe Ali, da Jordânia, vai concorrer à presidência da Fifa

terça-feira, 6 de janeiro de 2015 09:38 BRST
 

(Reuters) - O príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein, um aliado próximo do presidente da Uefa, Michel Platini, anunciou nesta terça-feira planos de disputar o comando da Fifa.

Atual vice-presidente da Fifa e líder das federações jordanianas e do oeste da Ásia, ele disse ter sido encorajado a entrar na disputa por colegas desencantados com a administração de Joseph Blatter na entidade, afetada por acusações infindáveis de corrupção.

O príncipe de 39 anos, educado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, vai se juntar a Jérôme Champagne na disputa com Blatter, de 78 anos, que deve anunciar oficialmente este mês sua candidatura a um quinto mandato nas eleições de maio em Zurique.

"Estou buscando a presidência da Fifa porque acredito que é hora de tirar o foco de controvérsias administrativas e de se voltar para o esporte", afirmou o príncipe Ali em um comunicado nesta terça-feira.

"Esta não foi uma decisão fácil. Surgiu depois de cuidadosa análise e muitas conversas ao longo dos últimos meses com respeitados colegas da Fifa", disse.

"A mensagem que eu ouvi, mais e mais, foi que é hora de mudar o jogo. O mundo do esporte merece um órgão de gestão de classe mundial – uma Federação Internacional, que seja uma organização de serviços e um modelo de ética, transparência e boa governança."

A Fifa tem vivido uma crise após outra, com muitos de seus poderosos membros do comitê executivo renunciando na esteira da controvérsia sobre a atribuição em 2010 das Copas do Mundo para a Rússia, em 2018, e Catar, em 2022.

(Reportagem de Patrick Johnston, em Cingapura)

 
Príncipe da Jordânia Ali bin Al-Hussein em partida da Jordânia contra o Japão pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, em Amã. 26/03/2013 REUTERS/Muhammad Hamed