Rio 2016 diz que meta de limpeza da Baía de Guanabara permanece de pé

terça-feira, 27 de janeiro de 2015 15:30 BRST
 

Por Stephen Eisenhammer

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A promessa de limpar a Baía de Guanabara para as provas de vela dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, continua valendo, apesar de o secretário estadual do Ambiente ter sugerido que a meta não será atingida a tempo para a competição, afirmou nesta terça-feira o comitê organizador da Olimpíada.

A limpeza da Baía de Guanabara, antiga promessa de vários governos do Rio de Janeiro, foi parte fundamental da candidatura da cidade para receber o direito de organizar os Jogos. Velejadores que treinam no local reclamam constantemente da poluição e da sujeira na água.

"A posição do comitê e a meta do governo do Estado de tratar 80 por cento do esgoto bruto continua valendo", disse o chefe de comunicação do comitê Rio 2016, Mario Andrada, a repórteres.

Na semana passada, o secretário do Ambiente do Rio, André Corrêa, descartou ser possível atingir a meta de despoluição da baía para os Jogos Olímpicos. "Não vai acontecer", disse ele a jornalistas.

Mario Andrada afirmou que a divergência não representa uma volta atrás. Segundo ele, são interpretações diferentes da promessa original feita na candidatura carioca.

"Há uma diferença fundamental entre limpar 80 por cento da baía e tratar 80 por cento do esgoto que vai para a baía", disse Andrada, especificando que a meta a ser buscada é a segunda, que ainda é possível de ser atingida, segundo ele.

De acordo com Andrada, as autoridades já conseguiram fazer um avanço considerável.

"Estamos em 50 por cento. Nós estávamos em 11 por cento em 2007", disse ele, acrescentando que não há "plano B" para mudança do local das provas de iatismo dos Jogos Olímpicos.

Em dezembro, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz encontraram um tipo de "super bactéria" normalmente associada a lixo hospitalar em um rio que desagua na baía, o que aumentou a preocupação com a qualidade da água na raia olímpica.

 
Barco de coleta de lixo durante evento-teste de vela na Baía de Guanabara, em 3 de agosto de 2014.  REUTERS/Sergio Moraes