“Cultura de intimidação” da Fifa deve acabar, diz príncipe Ali

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 12:52 BRST
 

Por Mike Collett

LONDRES (Reuters) - O príncipe Ali Bin Al Hussein da Jordânia disse que já é tempo da “cultura de intimidação” da Fifa acabar, ao lançar sua campanha nesta terça-feira para a presidência do órgão regulador do futebol mundial.

Ele também pediu um debate público entre os quatro candidatos, incluindo o atual presidente Joseph Blatter, "para estabelecer nossas posições e para que as pessoas saibam exatamente quais são elas".

Príncipe Ali, de 39 anos, vice-presidente asiático da Fifa pelos últimos quatro anos e membro do comitê executivo da entidade, disse que “não conseguiria ficar de mãos atadas” mais quatro anos nas circunstâncias atuais.

    "Tem havido uma cultura de intimidação na Fifa", disse ele em entrevista coletiva.

"No passado, as pessoas adotaram posições de princípios e acabaram sendo punidas por isso. Espero que as coisas sejam justas e de forma correta agora", acrescentou.

“Obviamente o atual presidente tem uma vantagem natural, mas eu quero assegurar às associações que estaremos na direção certa.”

Além do príncipe Ali e Blatter, os outros candidatos são o ex-jogador da seleção portuguesa, Luis Figo, e Michael van Praag, presidente da associação holandesa de futebol.

    O príncipe Ali disse que os países que o nomearam foram o seu país, Jordânia, Inglaterra, Malta, Georgia, Belarus e Estados Unidos, mostrando que a própria confederação asiática, da qual faz parte, não estava o apoiando totalmente.   Continuação...

 
Príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein , candidato a presidente da Fifa, durante entrevista coletiva em Londres. 03/02/2015 REUTERS/Stefan Wermuth