Times ingleses podem mandar no futebol europeu, diz Wenger

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 13:29 BRST
 

LONDRES (Reuters) - O acordo televisivo de 5,136 bilhões de libras (cerca de 22,5 bilhões de reais) da Liga Inglesa vai permitir que os clubes ingleses dominem o futebol europeu mais uma vez, disse o técnico do Arsenal, Arsene Wenger, nesta sexta-feira.

Sky Sports, canal pago, aceitou em gastar 4,2 bilhões de libras para transmitir 126 jogos ao vivo da Liga Inglesa de 2016 até 2019, enquanto o rival BT vai pagar 960 milhões de libras para transmitir 42 jogos por temporada.

Somente o Chelsea e o Manchester United ganharam a Liga dos Campeões nos últimos 10 anos, mas Wenger espera que os clubes ingleses usem o dinheiro extra, agora que têm o poder de "atrair quem quiserem".

"Isso deixa os clubes em uma posição maior e mais forte financeiramente em toda a Europa", disse o francês, que foi o primeiro técnico da Liga Inglesa a montar um time sem um único jogador inglês em 2005, à repórteres.

"Isso vai contribuir para que os melhores jogadores do mundo venham para a Inglaterra. O movimento de jogadores é sempre ligado ao poder econômico e financeiro dos países. Quando era técnico em Mônaco nós compramos os jogadores ingleses, porque fomos os primeiros a ter o dinheiro da televisão. Hoje o maior poder financeiro está na Inglaterra e os melhores jogadores vem para cá", disse Wenger.

Clubes da Espanha podem questionar isso, com o Campeonato Espanhol dando boas-vindas à Gareth Bale em 2013 como o jogador mais caro do mundo após sua transferência do Tottenham Hotspur para o Real Madrid, por 100 milhões de euros.

O ganhador da bola de ouro Cristiano Ronaldo também está no Real Madrid após sair do Manchester United em 2009 por 80 milhões de libras, enquanto Suárez - cujo Wenger tentou assinar por 40 milhões na última temporada - se juntou ao Barcelona por cerca de 75 milhões de libras em julho.

(Reportagem de Michael Hann)

 
Técnico do Arsenal, Arsene Wenger, no estádio St Mary', em Southampton. 1/1/2015     REUTERS/Andrew Winning