Rio-2016 deve ter segurança pública no lugar de empresa privada

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 16:59 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Forças de segurança pública devem ser utilizadas nas arenas esportivas dos Jogos Olímpicos de 2016 no lugar de agentes privados, disse nesta segunda-feira o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser.

Segundo ele, a proposta foi apresentada aos integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) que visitam o Rio esta semana para inspecionar os preparativos dos Jogos, e a entidade deverá se manifestar na entrevista de quarta-feira sobre a questão. Com a decisão, a chamada "segurança patrimonial" deve passar a ser de responsabilidade pública.

A medida tem várias motivações, de acordo com o secretário. Uma delas é financeira, tendo em vista que serão empregadas forças regulares que já estão na folha de pagamento das três esferas de governo.

Outra motivação é o fato de as forças regulares de segurança terem uma qualificação superior a de agentes privados, como os "stewards" que atuaram na Copa do Mundo do ano passado no país, segundo Leyser.

"Podem ser tanto militares da ativa como aposentados... ou fazer um pagamento extra por horas extras de trabalho para reforçar a segurança", afirmou. "Não obrigatoriamente precisa estar fardado ou armado. No Pan (Rio-2007) usamos a Força Nacional com uniforme dos Jogos", adicionou.

A segurança patrimonial inclui a proteção do interior de arenas e dos esportistas, além da vistoria de torcedores com raio X e detector de metal na entrada das arenas. Originalmente, essa segurança seria realizada por uma empresa privada contratada, enquanto as forças públicas ficariam responsáveis pela proteção da cidade.

Nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, a empresa particular contratada para fazer a segurança do evento sofreu problemas financeiros às vésperas da Olimpíada, o que forçou o governo a convocar militares de última hora para realizarem o serviço.

"Essa nossa ideia responde a uma preocupação que surgiu em Londres. A ideia é aproveitar ao máximo as forças públicas que têm salário custeado para reduzir custos e risco, dada a experiência de Londres", afirmou Leyser.

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Membros do Bope participam de simulação de crise em estação de ônibus para o golfe nos Jogos de 2016. 11/02/2015. REUTERS/Sergio Moraes