24 de Fevereiro de 2015 / às 15:18 / 3 anos atrás

Clubes europeus querem compensação por Copa no final de 2022 no Catar

Presidente da Associação de Clubes Europeus, Karl-Heinz Rummenigge, em evento da Liga dos Campeões. 10/05/2014 REUTERS/Stuart Franklin/Pool

(Reuters) - Times europeus irão pedir compensação se a Fifa decidir realizar a Copa do Mundo de 2022, no Catar, em novembro e dezembro, e as ligas da Europa disseram que essa alteração de calendário causaria “um grande dano” ao futebol em seus países.

Enquanto isso, a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro, na sigla em francês) declarou que qualquer discussão sobre um encurtamento do torneio deve incluir seus membros e que continua igualmente preocupada com a questão dos direitos humanos na nação do Golfo Pérsico.

Uma força-tarefa da Fifa que examina datas para a Copa recomendou uma competição mais curta, realizada nos meses mais frescos de novembro e dezembro de 2022, após a última de suas três reuniões em Doha nesta terça-feira.

A recomendação será encaminhada para o comitê-executivo da Fifa para uma decisão definitiva em Zurique no dia 20 de março, pondo fim a uma saga de quatro anos a respeito do período adequada para o Mundial.

“Para a família do futebol, o reagendamento da Copa do Mundo da Fifa de 2022 apresenta uma tarefa difícil e desafiadora”, disse Karl-Heinz Rummenigge, presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês), em um comunicado.

“Todos os calendários de partidas do mundo terão que acomodar tal torneio em 2022/23, o que exige que todos estejam dispostos a ceder”.

“Não se pode esperar que os clubes e as ligas da Europa arquem com os custos de tal reagendamento. Esperamos que os clubes sejam compensados pelo dano que uma decisão final causaria”.

A Associação de Ligas Profissionais de Futebol Europeias (EPFL, na sigla em inglês) também discordou do evento em novembro e dezembro, afirmando que a proposta iria “perturbar e causar um grande dano ao andamento normal das competições nacionais europeias”.

A EPFL reiterou que escolher maio seria uma opção mais branda para evitar o calor sufocante de junho e julho, período que foi descartado apesar de o Catar ter garantido que conseguirá erguer estádios naturalmente frescos.

O executivo-chefe do Campeonato Inglês, Richard Scudamore, disse ter havido pouco discussão no encontro desta terça-feira.

“Praticamente nos comunicaram, daí a decepção”, afirmou.

A liga alemã declarou estar preocupada com os jogadores.

“Realizar a Copa do Mundo em novembro e dezembro é um fardo organisacional, assim como financeiro, para as ligas europeias”, disse seu diretor-gerente, Andreas Rettig.

Por Mike Collett, em Londres, e Karolos Grohmann, em Berlim

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