25 de Fevereiro de 2015 / às 21:39 / 2 anos atrás

Prefeito do Rio descarta atraso em obras da Olimpíada por Lava Jato

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante lançamento das obras do complexo esportivo de Deodoro. 03/07/2014Ricardo Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), garantiu que a operação Lava Jato, da Polícia Federal, que envolve algumas das principais empreiteiras do país, não vai afetar o andamento das obras para os Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados na cidade.

A cerca de um ano e meio da abertura dos Jogos, prefeitura e governo estadual correm contra o tempo para executar o plano de obras para o evento e entregar as instalações e equipamentos dentro do prazo.

“O que  a gente vê é as obras dos Jogos andando ao contrário de obras que vemos na operação Lava Jato", assegurou Paes.

"As empresas têm contrato, recebem em dia e aqui não tem por cento e nem Paulo Roberto. As coisas acontecem como têm que acontecer", declarou o prefeito a jornalistas, em referência ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que responde a processo na Lava Jato e disse em depoimento à Justiça, no âmbito de um acordo de delação premiada, que havia pagamento de propina nas obras contratadas pela estatal.

A Olimpíada do Rio está marcada para ocorrer entre 5 e 21 de agosto de 2016 e, entre as principais pendências, aparecem a despoluição da Baía de Guanabara e a expansão do metrô do Rio de Janeiro.

Segundo depoimento de Costa na Lava Jato, um grupo de empreiteiras teria formado um cartel para superfaturar contratos de obras da Petrobras. Também pagariam propina a funcionários da estatal, a operadores que lavariam dinheiro do esquema, a políticos e partidos.

Nada que preocupe ou tire o sono de Paes.

“As empresas com envolvimento na Lava Jato e, se elas fizeram e cometeram algum desvio, isso ocorreu em outro ambiente. Posso garantir que as obras tocadas pela prefeitura nas Olimpíadas foi tudo feito com a maior lisura”, declarou.

Paes destacou que boa parte das obras dos Jogos será executada com recursos privados, diferentemente de outras Olimpíadas que contou com grandes volumes de verbas públicas.

O presidente do Comitê Organizados Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, também procurou afastar a preparação para sediar os Jogos das suspeitas que envolvem a Petrobras.

"A única coisa a dizer é que a Petrobras não é patrocinadora do Comitê Organizador e não tem interferência na organização dos Jogos", disse.

"Nenhuma obra foi atrasada, paralisada ou alterada por qualquer das empresas ou consórcios que estão envolvidos", garantiu.

Por Rodrigo Viga Gaier

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