Figo chama congresso da Concacaf de antidemocrático

quinta-feira, 16 de abril de 2015 17:43 BRT
 

Por Simon Evans

NASSAU, Bahamas (Reuters) - O candidato a presidente da Fifa Luis Figo criticou o que chamou de falta de democracia no congresso da Concacaf nesta quinta-feira, depois que o atual presidente da entidade que controla o futebol mundial, Joseph Blatter, foi o único candidato com chance de falar.

Antes dos discursos das 10 federações da Confederação da América do Norte, Central e Caribe, Blatter falou ao congresso e disse que a Concacaf deveria ter uma vaga extra na Copa do Mundo.

Mas nenhum dos outros candidatos - Figo, o presidente da Associação Holandesa de Futebol Michael van Praag ou o príncipe da Jordânia Ali bin al-Hussein - teve a oportunidade de falar.

"Quando alguns falam e outros são silenciados, a democracia e o futebol perdem. As eleições são, por definição, um processo democrático. Caso contrário, não são eleições", afirmou Figo à Reuters.

"Eu sou um defensor incondicional da democracia. A democracia é essencial na sociedade moderna. Continuo a acreditar que as eleições da Fifa têm que ser transparentes."

A sessão tinha o objetivo de discutir a ata da reunião anterior, mas durante o evento Blatter recebeu promessas de apoio das 10 federações em um congresso que rapidamente se transformou num comício para apoiar o atual presidente da Fifa.

Os discursos de apoio a Blatter parecem ter sido coordenados, e um deles até comparou o dirigente suíço de 79 anos a Jesus Cristo.

Figo, ex-meio-campista de Barcelona e Real Madrid, disse que estava descontente com a forma como o congresso abordou a eleição de 29 de maio.

"Os candidatos à presidência da Fifa não foram autorizados a falar no congresso da Concacaf, mas algumas intervenções de campanha ocorreram sem estar na agenda", declarou o português.

"Deixo as Bahamas com apoio importante nas Américas e uma vontade reforçada de implementar mudanças", completou.

 
Ex-jogador português Luis Figo participa de um congresso da Uefa em Viena, na Áustria, em março. 24/03/2015 REUTERS/Leonhard Foeger