Dilma defende integração maior entre esferas para Rio 2016; obras interditadas são liberadas

terça-feira, 12 de maio de 2015 20:15 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira uma integração maior entre os governos federal, estadual e municipal para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, onde duas obras olímpicas interditadas pelo Ministério do Trabalho foram liberadas, superando mais um desafio na preparação da cidade.

“Prometi ao presidente (do comitê organizador) Carlos Arthur Nuzman e a ideia é nos integrar cada vez mais”, disse Dilma a jornalistas após visita à sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos.

A presidente acompanhou uma apresentação do Comitê Rio 2016 sobre o andamento das obras e garantiu que elas estão rigorosamente em dia.

Dilma confirmou que o presidente interino da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcelo Pedroso, deve ser efetivado no cargo. "Possivelmente o interno será transformado em permanente", afirmou ela.

A APO, criada com a responsabilidade de coordenar a participação dos governos federal, estadual e municipal na preparação dos Jogos de 2016, tinha o cargo de presidente vago desde fevereiro, quando o general Fernando Azevedo e Silva pediu demissão.

A presidente defendeu um "ajuste fino" na relação entre as esferas de governo nessa fase final de preparação, a pouco mais de um ano para a competição.

"Sempre há problemas. Para fazer um evento dessa magnitude você tem que resolver problemas todo santo dia; e depois todas as horas. Foi assim na Copa e na Rio+20", afirmou ela.

Um dos problemas mais recentes foi a interdição das obras no velódromo e no centro de tênis, que já voltaram à sua normalidade, informou a Rio Urbe, órgão da prefeitura.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff ao lado de operários durante visita a obras do metrô do Rio de Janeiro. 12/05/2015 REUTERS/Ricardo Moraes