Governo do RJ confirma que disputa do pólo aquático na Olimpíada deve trocar de local

quarta-feira, 20 de maio de 2015 14:13 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira que a disputa da fase preliminar do pólo aquático nos Jogos Olímpicos de 2016 deve trocar de local devido a um impasse sobre as obras de reforma no Parque Aquático Julio Delamare, no complexo do Maracanã.

"Há uma grande possibilidade de o Júlio Delamare sair dos Jogos. O investimento era muito alto para nós e para a concessionária (do Maracanã)”, disse a jornalistas o secretário da Casa Civil do Estado, Leonardo Espínola, após reunião nesta quarta entre representantes dos governos locais, do Comitê Rio 2016 e do Comitê Olímpico Internacional (COI).

A polêmica envolvendo o parque aquático começou a partir da reforma do complexo do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. Inicialmente o local seria demolido, mas uma mudança de última hora determinou que fosse preservado e reformado para receber os Jogos Olímpicos.

No entanto, o custo de 60 milhões da reforma do local para a Olimpíada não foi incluído no contrato de concessão do Maracanã, e o governo estadual fluminense também não se dispôs a pagar o valor para adequar o local aos Jogos. As obras ainda nem saíram do papel.

A troca do local da disputa preliminar de pólo aquático representará um problema para os torcedores que já solicitaram ingressos para a disputa no Delamare, além de significar mais um desafio para os organizadores dos Jogos a pouco mais de um ano para o início da competição.

O secretário da Casa Civil disse que a modalidade deve ser transferida para o Complexo de Deodoro, que receberá diversas modalidades esportivas, ou para o Parque Aquático Maria Lenk, onde serão realizadas as disputas de nado sincronizado e saltos ornamentais na Olimpíada.

"Isso não nós preocupa", afirmou Espínola a repórteres. As finais do pólo aquático estão previstas para serem realizadas no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, após o encerramento das competições de natação.

Por trás do descarte do Delamare está uma disputa entre o Estado e a concessionária que administra o Maracanã em torno do contrato de concessão do complexo.

O acordo original previa a demolição tanto do Delamare como do estádio de atletismo Célio de Barros para a construção de uma área de convivência com estabelecimentos comerciais, mas o governo recuou diante da pressão causada por protestos antes da Copa do Mundo. A mudança afetou a receita futura do consórcio, que desde o ano passado vem debatendo com o governo uma modificação no contrato.   Continuação...

 
Partida de pólo aquático no Julio Delamare durante o Pan 2007, no Rio de Janeiro. 22/07/2014 REUTERS/Sergio Moraes