Europeus se revoltam com novo escândalo da Fifa e pedem adiamento de eleição presidencial

quarta-feira, 27 de maio de 2015 17:13 BRT
 

Por Steve Tongue

(Reuters) - Figuras de destaque do futebol europeu expressaram consternação nesta quarta-feira diante do mais recente escândalo a atingir a Fifa, e muitas pediram que a eleição presidencial marcada para sexta-feira seja adiada.

O esporte mais popular do planeta mergulhou no caos depois que autoridades norte-americanas e suíças divulgaram inquéritos sobre as atividades da Fifa. Sete das autoridades mais poderosas do mundo do futebol podem ser extraditadas para os Estados Unidos para enfrentarem acusações de corrupção depois de serem presas nesta quarta-feira na Suíça.

    Wolfgang Niersbach, presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB, na sigla em alemão), disse aos repórteres: “É muito chocante e prejudicial para (todo o) futebol o que está acontecendo em Zurique. Seria chocante se essas graves alegações contra membros da Fifa estiverem corretas”.

    Niersbach deve se tornar representante da Uefa no Comitê Executivo da Fifa na sexta-feira.

    Seu compatriota Reinhard Rauball, presidente do Campeonato Alemão, declarou em um comunicado que a votação de sexta-feira, que deve render um quinto mandato ao atual presidente, Joseph Blatter, deveria ser postergada.

    “As revelações de hoje ultrapassam tudo que se possa imaginar”, afirmou.

    “Seria enviar um sinal absolutamente equivocado se, sob o impacto destes acontecimentos, a programação do Congresso da Fifa fosse levada adiante tal como planejada”.

    “Não dá para simplesmente seguir com a programação diária. Se estas acusações se mostrarem verdadeiras, abalariam a Fifa e todo o futebol mundial até as fundações”.

    “Sepp (Joseph) Blatter – embora não afetado pessoalmente – deveria prestar um grande serviço ao futebol”, acrescentou.

    O príncipe Ali bin Al Hussein, da Jordânia, único candidato concorrendo com Blatter, disse ser “um dia triste para o futebol”.

 
Niersbach, presidente da federação alemã, em cerimônia em Berlim.  27/4/2015.   REUTERS/Hannibal Hanschke