Renúncia de Blatter é alívio a patrocinadores da Copa do Mundo, dizem especialistas

terça-feira, 2 de junho de 2015 21:13 BRT
 

Por Anjali Athavaley e Emma Thomasson

NOVA YORK (Reuters) - A decisão do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de renunciar ao cargo em meio a alegações de corrupção na entidade gestora do futebol mundial é um alívio para patrocinadores que pediram mais transparência na organização, disseram especialistas de marketing esportivo nesta terça-feira.

Blatter, de 79 anos, anunciou sua decisão numa entrevista coletiva feita às pressas em Zurique seis dias após a polícia ter detido diversos dirigentes da Fifa num hotel da cidade e apenas quatro dias depois de ter sido reeleito para um quinto mandato como presidente.

Patrocinadores como Coca-Cola, Visa, Adidas e Anheuser-Busch InBev afirmaram que a medida é um passo positivo, mas alguns ainda esperam que a Fifa tome mais medidas para limpar sua imagem.

"Este é um primeiro passo significativo em direção à reconstrução da confiança do público, mas há mais trabalho pela frente", declarou a Visa em comunicado.

Especialistas de marcas disseram que a notícia alivia preocupações de patrocinadores, que têm estado numa dura posição: de um lado, assinaram acordos de longo prazo com a Fifa, e a Copa do Mundo representa uma oportunidade lucrativa. Mas a recente investigação de corrupção pode manchar suas marcas e reputações junto a consumidores.

No entanto, a notícia torna mais fácil para as companhias manter seus patrocínios.

"Eles não vão ficar estressados, porque acredito que um dos principais empecilhos e desafios era o próprio Joseph Blatter", disse o professor de marketing da Universidade Estadual de San Diego e presidente-executivo da consultoria BottomLine Marketing, Miro Copic. "Há equipes de marketing por aí que estão dando um suspiro de alívio."

Mas a renúncia pode também dar início a mais exigências dos patrocinadores.   Continuação...

 
Publicidade de um dos patrocinadores da Fifa numa estação de metrô em São Paulo, durante a Copa do Mundo no Brasil, em junho do ano passado. 10/06/2014 REUTERS/Kai Pfaffenbach