Blatter contrata advogado dos EUA por investigação sobre corrupção na Fifa

quarta-feira, 17 de junho de 2015 19:32 BRT
 

Por David Ingram

NOVA YORK (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, contratou um advogado norte-americano altamente conceituado para representá-lo enquanto uma investigação de corrupção atinge a entidade que controla o futebol mundial, disse uma pessoa familiarizada com o assunto.

Blatter recentemente contratou Richard Cullen, presidente da empresa de advocacia McGuireWoods e ex-promotor federal dos EUA, afirmou a fonte, que falou à Reuters sob condição de anonimato.

Blatter, de 79 anos, anunciou em 2 de junho que deixará o cargo de presidente da Fifa, apenas quatro dias depois de ter sido reeleito para o posto.

A renúncia ocorrreu após autoridades dos EUA indiciarem nove dirigentes da Fifa e cinco executivos de empresas por supostamente participarem de uma rede criminosa que envolveu mais de 150 milhões de dólares em subornos ao longo de 24 anos. Promotores norte-americanos não acusaram Blatter de irregularidades.

Entre as questões que o FBI está examinando é a administração de Blatter na Fifa, afirmaram fontes. Blatter se tornou presidente em 1998 e permanecerá no cargo até a realização de uma nova eleição, que não ocorrerá antes de dezembro.

As investigações que autoridades norte-americanas e suíças estão conduzindo incluem a concessão das Copas do Mundo para Rússia e Catar.

Blatter também contratou Lorenz Erni, um importante advogado de Zurique, disse a fonte. Erni se recusou a comentar no início desta semana.

Não estava claro se a decisão de Blatter de contratar um advogado dos EUA indica uma investigação maior dele por autoridades norte-americanas. É comum nos EUA, mesmo para potenciais testemunhas, procurar aconselhamento legal a fim de proteger seus direitos.

Cullen não estava imediatamente disponível para comentar o assunto nesta quarta-feira.

(Reportagem adicional de Karolin Schaps e Mark Hosenball, em Berna)

 
Presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante entrevista coletiva na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça. 02/06/2015 REUTERS/Ruben Sprich