Autoridades suíças analisam doações da Fifa, diz fonte

quarta-feira, 24 de junho de 2015 19:12 BRT
 

Por Mark Hosenball

LONDRES (Reuters) - Autoridades suíças estão analisando doações realizadas pela Fifa ao redor do mundo como parte de sua investigação sobre a entidade e sua concessão das Copas do Mundo de 2018 à Rússia e de 2022 ao Catar, disse uma fonte familiarizada com o inquérito.

Em particular, os investigadores examinam como o dinheiro foi gasto e se existe alguma falsificação de documentos, afirmou a fonte, que falou sob condição de anonimato. As doações são principalmente para as associações de futebol nacionais e muitas vezes são reservadas para novos campos de futebol e outras instalações, ou para programas de treinamento.

A investigação suíça está sendo feita em separado e em cooperação com uma apuração norte-americana que levou à acusação penal, em 27 de maio, de nove dirigentes da Fifa e cinco executivos de marketing esportivo por suborno, lavagem de dinheiro e acusações de fraude bancária.

Especialistas em tecnologia da informação da agência da polícia federal suíça, assim como promotores e peritos financeiros, estão debruçados sobre provas recolhidas pelo gabinete da Procuradoria-Geral da Suíça, de acordo com a fonte.

As provas incluem registros internos volumosos, a maioria de forma digitalizada, apreendidos nos escritórios do presidente da Fifa, Joseph Blatter, do secretário-geral, Jérôme Valcke, e do chefe administrativo e de finanças, Markus Kattner. A fonte disse que foi apreendido "quase tudo" no escritório de Valcke.

Blatter, que renunciou no início deste mês depois de 17 anos como presidente da Fifa, e Valcke não foram acusados ​​de delitos pelas autoridades suíças e norte-americanas.

Entre 1999 e 2014, a Fifa gastou 2 bilhões de dólares em doações para o desenvolvimento do esporte e se comprometeu a gastar mais 900 milhões de dólares entre 2015 e 2018.

Uma porta-voz da Fifa afirmou em um e-mail de resposta a perguntas da Reuters que "está cooperando plenamente com as ações das autoridades suíças". A entidade que controla o futebol mundial não fez nenhum outro comentário.