Mercedes nega que questões levadas à FIA sejam endereçadas a Ferrari

sábado, 28 de novembro de 2015 17:45 BRST
 

ABU DHABI, 29 Nov (Reuters) - A campeã de Fórmula 1, Mercedes, negou que se referisse à Ferrari quando procurava esclarecimentos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre o que é permitido no trabalho conjunto entre equipes para desenvolvimento de seus carros. "Não lançamos nada contra uma equipe em particular", disse o chefe de esportes a motor da Mercedes, Toto Wolff, em Abu Dhabi, a última etapa da temporada. "O que pedimos à FIA foi um esclarecimento para entender o que pode ser feito dentro das regras. É sobre a transparência da informação para todos os times, sobre o que está nas regras, e nada a ver com apontar o dedo para alguém".A Ferrari vem trabalhando próxima à nova equipe americana Haas, que estreará na próxima temporada e tem um túnel de vento completo à disposição em Concórdia, Carolina do Norte. O uso de túneis de vento, crucial para o desenvolvimento aerodinâmico, é restrito pela Fórmula 1 para cortar custos. Mas, como a Haas ainda não compõe o campeonato, ela não está sujeita às mesmas regras.A Ferrari fez grandes avanços de desempenho nesta temporada, depois de não vencer nenhuma corrida na última, e no momento é a principal rival da Mercedes.A Federação publicou recentemente uma série de documentos, inclusive cartas do diretor-técnico da Mercedes, Paddy Lowe, buscando esclarecimento sobre várias "ambiguidades" nas regras do esporte. A FIA informou que os comissários tentariam chegar a uma decisão antes da corrida de domingo.A Mercedes disse que quer uma decisão sobre o que é permitido dentro das Restrições para Testes Aerodinâmicos (ATR) e sobre a transferência de conhecimento e dados entre competidores. "Acreditamos que a colaboração entre Ferrari e Haas está dentro das regras", disse Wolff. "Não há nada que acreditamos não fazer parte das regras. Estamos olhando para 2016 e, especialmente em consideração ao regulamento de 2017, quando os carros podem ser completamente diferentes, sobre o escopo de desenvolvimento que podemos ter com outro time, dividindo recursos". Questionado se o esporte está entrando em uma nova era, na qual as grandes equipes teriam que ser donas de um time júnior, Wolff concordou que a decisão dos comissários pode levar a isso." Esse é o gatilho para reorganizar suas estruturas e dividir a cota da ATR, para colaborar e educar funcionários juntos, dividir a infraestrutura", disse."Poderia eventualmente levar a uma situação em que uma das armas seria a quantidade de parceiros que você poderia ter para desenvolver uma velocidade maior".

(Por Alan Baldwin)