Patrocinadores da Fifa querem investigação independente em processo de reforma

terça-feira, 1 de dezembro de 2015 20:50 BRST
 

Por Ken Ferris

LONDRES (Reuters) - Importantes patrocinadores da Fifa exigiram uma supervisão independente no processo de reforma da entidade em uma carta aberta, publicada nesta terça-feira, antes de uma reunião-chave para finalizar reformas propostas após uma série de escândalos.

As empresas AB InBev, Adidas, Coca-Cola, McDonalds e Visa escreveram a carta ao comitê executivo da Fifa, que se reúne nesta semana.

O presidente do comitê de reforma da Fifa, François Carrard, vai colocar as suas recomendações ao comitê executivo na quarta e quinta-feiras e elas serão apresentadas publicamente depois.

No mês passado, o comitê de reforma publicou suas "recomendações preliminares", que sugeriam um limite de idade de 74 anos para todos os dirigentes importantes, mas apenas mencionavam limites de mandato para o presidente, que ficaria restrito a três mandatos.

A lista final das reformas propostas será apresentada às 209 federações afiliadas à Fifa em um congresso em fevereiro.

A Fifa enfrenta uma pressão sem precedentes para reformar sua governança e melhorar a transparência, depois dos indiciamentos, feitos pelas autoridades norte-americanas em maio, de 14 dirigentes e executivos de marketing esportivo por acusações de corrupção. Muitos dos acusados ​haviam participado do comitê executivo da Fifa ou outros painéis da entidade.

"Estamos cientes do trabalho positivo que o comitê de reforma tem feito sobre a reforma da governança, mas ainda acreditamos que quaisquer reformas devem estar sujeitas a uma supervisão independente", informou a carta dos patrocinadores, publicada no site da Coca-Cola.

"Também se tornou claro para nós que tal supervisão independente precisa ser executada a longo prazo, através da implementação e evolução do processo de reforma."

"Nós os encorajamos a se tornarem campeões desta supervisão independente, uma vez que só irá reforçar a credibilidade da Fifa", acrescentaram as empresas na carta.