Del Nero e Ricardo Teixeira são indiciados em caso Fifa; presidente da CBF se licencia

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015 20:27 BRST
 

WASHINGTON/SÃO PAULO (Reuters) - A Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira o indiciamento do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, e do ex-presidente da entidade Ricardo Teixeira como parte da investigação sobre casos de corrupção no futebol mundial.

Após o indiciamento ser anunciado, Del Nero pediu licença do cargo para se defender das acusações e apontou como seu substituto interino o vice-presidente da entidade Marcus Antônio Vicente.

O indiciamento de 16 dirigentes da Fifa e outros nesta quinta-feira inclui envolvimento em esquemas para pagar e receber mais de 200 milhões de dólares em propinas e subornos em contratos de competições, de acordo com documentos judiciais.

"Durante décadas, esses indiciados usaram seu poder como líderes das federações de futebol de todo o mundo para criar uma rede de corrupção e ganância que compromete a integridade do esporte", disse o diretor do FBI James B. Comey.

O documento judicial cita ainda um esquema relacionado com o pagamento e recebimento de subornos e propinas em conexão com o patrocínio da CBF por uma grande empresa norte-americana de material esportivo.

O atual presidente da CBF disse ser inocente.

"Em nenhum dos procedimentos mencionados foi conferida ciência ao Presidente do conteúdo das acusações, sendo certa sua absoluta convicção da comprovação de sua inocência", informou comunicado publicado no site da entidade.

Del Nero renunciou na semana passada à sua posição no comitê executivo da Fifa, entidade que comanda o futebol mundial. Ele foi indicado membro do comitê executivo em março de 2012, após a saída de Teixeira da presidência da CBF e do cargo na Fifa em meio a denúncias de corrupção.

Teixeira comandou a CBF por 23 anos e era o presidente do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 quando renunciou aos cargos.   Continuação...

 
Presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, após entrevista coletiva no Rio de Janeiro, em setembro. 17/09/2015 REUTERS/Sergio Moraes