6 de Dezembro de 2015 / às 16:43 / 2 anos atrás

Advogados de Platini dizem que documento pode provar sua inocência

BERNA (Reuters) - O time de advogados por trás do dirigente máximo do futebol europeu Michel Platini acredita que um memorando de 23 páginas publicado por um jornal francês neste domingo vai ajudá-lo a se ver livre das acusações de irregularidades e permitir que ele volte à corrida presidencial da Fifa.

Platini, até pouco tempo atrás visto como o homem certo para tirar a Fifa da sua pior crise da história, foi suspenso por 90 dias pelo comitê de ética da Fifa enquanto uma investigação sobre sua conduta está em andamento.

O veredicto final deve sair no fim do mês e os advogados de Platini disseram que os investigadores do comitê de ética já recomendaram uma suspensão perpétua para o francês. 

A Fifa terá eleições para achar um substituto para o presidente Sepp Blatter, igualmente suspenso, no dia 26 de fevereiro. E Platini, que se registrou como um dos candidatos, não pode concorrer enquanto está banido --embora possa participar do pleito caso seja inocentado.

A investigação tem como ponto central um pagamento de 2 milhões de francos suíços (ou 2 milhões de dólares) da Fifa a Platini em 2011, por um trabalho que ele concluiu entre 1998 e 2002. 

Blatter afirmou que havia um acordo verbal entre os dois, ao passo que Platini afirma que o pagamento veio atrasado devido a problemas financeiros da Fifa. 

No domingo, o jornal francês Le Journal du Dimanche publicou um memorando de 23 páginas que teria sido apresentado aos membros do comitê executivo da Uefa em novembro de 1998, mencionando que Platini estaria recebendo 1 milhão de francos suíços por um trabalho de um ano que ele prestou para a Fifa.

O jornal diz que o memorando foi apresentado em uma reunião em Estocolmo, liderada por Lennart Johansson, presidente da Uefa na época.

"A partir do momento em que temos a prova de um acordo entre Fifa e o senhor Platini, e da ciência desse acordo pelos membros da Uefa, então isto (inquérito no comitê de ética) perde sentido", disse Thomas Clay, um dos advogados de Platini, à Reuters pelo telefone. 

"Para nós, é uma prova muito importante de que o senhor Platini sempre esteve falando a verdade."

Clay afirmou que viu o documento, embora não saiba como o jornal o obteve e nem porque demorou tanto tempo para publicar. O jornal não respondeu às tentativas de contato, ao passo que o comitê de ética se recusou a fornecer declarações.

"Isso mostra que o contrato não tinha nenhum tipo de caráter secreto e que muita gente, incluindo pessoas da Uefa e da Fifa, tinham ciência dele desde 1998", disse Clay.

A procuradoria-geral da Suíça abriu uma investigação criminal contra Blatter a respeito deste pagamento, que é descrito como "desleal".

A Fifa tem sofrido com uma onda de escândalos, e tem sido alvo de investigações tanto na Suíça como nos Estados Unidos.

Por Brian Homewood; reportagem adicional de Julien Pretot em Paris

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