Scolari volta aos velhos tempos com vitória do Guangzhou Evergrande

domingo, 13 de dezembro de 2015 14:59 BRST
 

OSAKA (Reuters) - Com sua imagem em baixa no Brasil, o treinador Luiz Felipe Scolari mostrou que ainda é capaz dos bons e velhos truques ao levar o azarão Guangzhou Evergrande a uma espetacular virada por 2 x 1 sobre o América do México no Mundial de Clubes neste domingo.

Dois dos reservas que entraram em campo participaram do gol de empate do Guangzhou a 10 minutos do fim enquanto Scolari fazia das suas à beira do campo, em um determinado momento se envolvendo em entrevero com um jogador do América. 

O volante Paulinho, outro brasileiro atrás da redenção depois de uma queda brusca na carreira, fez, de cabeça, nos acréscimos, o gol que classificou o time chinês para a semifinal contra o Barcelona na quinta-feira.

Como o ex-treinador da seleção brasileira, Paulinho esteve envolvido na derrota do Brasil por 7 x 1 para Alemanha na semifinal da última Copa, entrando no segundo tempo da partida em Belo Horizonte.

Mais tarde, após uma temporada muito ruim no Tottenham, ele se transferiu para a China. 

"Paulinho foi um dos jogadores mais importantes na Liga dos Campeões da Ásia", disse Scolari. "Ele é o primeiro a chegar para treinar e o último a sair; ele treina mesmo quando está machucado ou com dores."

Scolari tem conseguido formar um time que é uma mistura entre jogadores chineses e um grupo de brasileiros que ainda inclui o ex-atacante de Manchester City e Real Madrid, Robinho.

Em outra partida, o Sanfrecce Hiroshima, campeão do país-sede, Japão, conseguiu uma vitória fácil por 3 x 0 sobre o campeão africano Mazembe.

As duas partidas foram realizadas em rodada dupla no estádio Nagai em Osaka, em uma das muitas bizarrices de uma competição que segue sendo uma das maiores excentricidades do calendário do futebol mundial.

O Barcelona aterriza no Japão nesta segunda-feira, para o que, para ele, deve ser apenas uma diversão em meio a uma temporada repleta de jogos, pesada. Por outro lado, times como o Guangzhou, o Mazembe e o campeão da América do Sul River Plate consideram a competição como o ápice do ano esportivo, quiçá da própria história.

(por Brian Homewood)