Fifa apresenta pacote de reformas para congresso de fevereiro

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015 14:49 BRST
 

ZURIQUE (Reuters) - Abalada por escândalos de corrupção, a Fifa apresentou nesta quarta-feira reformas detalhadas que irá pedir que seus membros adotem em fevereiro, data de um congresso especial em que se buscará recuperar a reputação da entidade que gerencia o futebol mundial e eleger um novo presidente.

As reformas incluem um limite ao número de mandatos que seus dirigentes podem cumprir, uma reação ao banimento de oito anos do atual presidente, Joseph Blatter, que comandou a Fifa por 17 anos. Seu reinado terminou com o pior escândalo de corrupção da história da entidade.

As emendas também objetivam aumentar o controle sobre as 209 associações da Fifa e separar decisões políticas e de administração, com um conselho de 36 membros substituindo o comitê executivo de 25 membros.

"Esta é uma ocasião única na história da Fifa, e chega no momento crucial em que nos concentramos no trabalho duro de restaurar a credibilidade e a estabilidade", disse o presidente em exercício, Issa Hayatou, nos comentários preparados para o congresso de 26 de fevereiro em Zurique.

"Espero que todas as confederações e que nossas associações-membros acolham plenamente estas reformas. Isso irá demonstrar ao mundo que ouvimos e aprendemos com os eventos recentes e que estamos tomando as medidas necessárias."

A Fifa é alvo de investigações criminais nos Estados Unidos e na Suíça, país onde tem sua sede.

Nesta semana, seu comitê de ética afastou Blatter e o presidente da Uefa, Michel Platini, há tempos visto como seu sucessor, durante oito anos por violações éticas. Ambos negam qualquer irregularidade.

Dirigentes de futebol das Américas do Sul e Central fazem parte da última leva de 16 pessoas indiciadas este mês pelos EUA por esquemas milionários de pagamento de propinas por direitos de marketing e de transmissão de jogos, o que eleva para 41, até o momento, o número de indivíduos indiciados na investigação, que envolve dezenas de países.

(Reportagem de Michael Shields e Brian Homewood)

 
Sede da Fifa, em Zurique.  17/12/2015.  REUTERS/Ruben Sprich