Blatter minimiza pedidos para que relatório sobre Copas de 2018 e 2022 seja tornado público

sexta-feira, 26 de setembro de 2014 19:02 BRT
 

ZURIQUE (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, minimizou na sexta-feira as demandas para que um relatório sobre o processo de votação das Copas do Mundo de 2018 e 2022 seja tornado público e classificou uma controvérsia sobre relógios dados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aos membros do comitê executivo da federação internacional como um "não-problema".

Vários integrantes do comitê executivo da Fifa pediram que o relatório feito pelo investigador Michael Garcia seja tornado público e o próprio Garcia também disse nesta semana que o documento deveria ser publicado.

No entanto, Blatter afirmou que o comitê executivo da Fifa não teve "nenhum contato direto com o Sr. Garcia".

"O único contato que tivemos com o presidente da câmara de investigação (comitê de ética) foram suas declarações de imprensa que recebemos na Fifa", disse Blatter a jornalistas.

"Mas nós não recebemos quaisquer demandas ou pedidos de Garcia para falar conosco, ou pedir que deveríamos tomar uma decisão sobre este relatório e publicar este relatório, e para mudar a confidencialidade que existe no código de ética da Fifa."

O diretor jurídico da Fifa, Marco Villiger, acrescentou que a confidencialidade das testemunhas é uma questão.

"O código de ética é baseado em certos princípios, um dos quais é a confidencialidade", disse ele.

Garcia, ex-procurador dos Estados Unidos, está investigando se houve qualquer tipo de corrupção no processo de votação turbulento que há quatro anos atribuiu a Copa do Mundo de 2018 à Rússia e de 2022 para o Catar.

A Fifa esteve envolvida em outra polêmica na semana passada, quando seus membros do comitê executivo estavam entre mais de 50 autoridades de futebol que foram orientados a devolver relógios de 25 mil dólares cada, dados pela CBF durante a Copa do Mundo.   Continuação...

 
Blatter em entrevista em Zurique nesta sexta-feira.  Reuters/Arnd Wiegmann