Neymar brinca e diz que Messi pode fazer gols, desde que Brasil vença

sexta-feira, 10 de outubro de 2014 14:45 BRT
 

(Reuters) - O atacante Neymar, companheiro de Lionel Messi no Barcelona, reconheceu sua admiração pelo camisa 10 da Argentina, que será seu adversário no amistoso de sábado na China, mas acredita que o Brasil, mesmo em fase de reconstrução, é capaz de superar o rival.

Nesta temporada, Neymar e Messi têm mostrado bom entrosamento no Campeonato Espanhol, com belas jogadas, trocas de passes e gols.

“Tenho brincado muito com ele. A gente brinca pela amizade. Falei para ele que ele pode fazer dois, três gols, mas nós vamos ganhar ...nos entendemos cada vez mais”, afirmou Neymar a jornalistas nesta sexta-feira.

O atacante brasileiro "torce" para que o companheiro de Barcelona não toque na bola. Para Neymar, essa é a única maneira de parar o ídolo argentino, eleito quatro vezes o melhor jogador do mundo, mas que perdeu a premiação para Cristiano Ronaldo no último ano.

“Jogar ao lado do Messi é grande honra; para mim ele é o melhor do mundo, e jogar contra não é agradável”, avaliou.

“O  Messi me impressiona em tudo, por jogadas, assistências, gols...vou torcer para ele não estar num dia bom e não tocar na bola; aí a gente vence o jogo”, completou o camisa 10 do Brasil.

Apesar de a Argentina ser a atual vice-campeã do mundo e ter o craque Messi, Neymar não acredita em favoritismo dos rivais no sábado, em Pequim.

“Eles são uma equipe há bom tempo e a nossa se reformulando. São duas grandes seleções; esperamos grande jogo e esperamos vencer”, disse.

Na Copa do Mundo, Neymar tinha o criticado Fred como companheiro de ataque, mas sob o comando de Dunga, que voltou à seleção em julho, terá ao seu lado Diego Tardelli, que tem como principal marca a mobilidade e a velocidade.

“Tardelli é um craque, faz muita movimentação, não para, e isso ajuda muito quem vem de trás. Estamos nos entendendo muito bem”, finalizou Neymar.

(Por Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

 
Neymar (C) participa de treino do Brasil em Pequim nesta sexta-feira.  REUTERS/Jason Lee