11 de Outubro de 2014 / às 18:28 / em 3 anos

Apesar do Ebola, Copa Africana de Nações de futebol segue sem mudanças

JOHANESBURGO (Reuters) - Os organizadores não têm intenção alguma de mudar as datas para a realização da Copa Africana de Nações no próximo ano apesar do anfitrião Marrocos ter solicitado um adiamento do campeonato de futebol por causa do medo do vírus Ebola.

A Confederação Africana de Futebol (CAF), no entanto, declarou em um comunicado oficial, neste sábado, que irá se reunir com o governo marroquino no mês que vem e enviará uma delegação a Rabat, capital do país, liderada pelo presidente da entidade, Issa Hayatou.

O governo do país-sede fez um anúncio forte na sexta-feira, dizendo que queria que o torneio, que reunirá 16 seleções de 17 de janeiro a 8 de fevereiro, seja adiado, depois que o Ministério da Saúde alertou para a possibilidade de o vírus se espalhar.

“A CAF tomou conhecimento do pedido e confirma que não fará nenhuma alteração no calendário da competição”, afirmaram os organizadores.

“Levamos em consideração as recomendações da Organização Mundial da Saúde e de vários especialistas. É preciso destacar que desde sua primeira edição, em 1957, a Copa Africana de Nações nunca foi adiada ou cancelada.”

No mês passado, o governo marroquino solicitou um detalhado estudo sobre a possibilidade de o torneio acabar espalhando a doença, apesar de nenhum caso ter sido identificado nos países do norte da África.

A CAF já proibiu jogos internacionais na Libéria, Guiné e Serra Leoa, os três países mais afetados pelo surto de Ebola que já matou mais de 4 mil pessoas. Guiné e Serra Leoa ainda estão envolvidos nas eliminatórias para Copa Africana de Nações e se enfrentarão ainda neste sábado.

JOGO EM CASABLANCA

Também neste sábado, Marrocos permitiu que Guiné disputasse seu jogo pelas eliminatórias diante de Gana em Casablanca.

“A solicitação de Marrocos será discutida na próxima reunião do comitê executivo da CAF, agendado para o dia 2 de novembro, na Argélia”, informaram os organizadores.

“Na sequência, um encontro entre a CAF e os marroquinos será realizado em Rabat, em 3 de novembro. A delegação será liderada pelo presidente da CAF, Issa Hayatou.”

O vírus, cuja contaminação se dá pelo contato com fluídos corporais, causa febre e sangramento potencialmente fatal. Muitos trabalhadores estrangeiros foram repatriados para se tratarem após contraírem a doença na África Ocidental.

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