17 de Outubro de 2014 / às 13:43 / 3 anos atrás

Pistorius deveria ficar pelo menos 10 anos na cadeia, argumenta promotor

PRETÓRIA (Reuters) - Promotores pediram nesta sexta-feira que a estrela olímpica e paraolímpica Oscar Pistorius receba uma sentença de 10 anos de prisão por matar sua namorada no ano passado. A decisão sobre a sentença será tomada na próxima terça-feira.

Pistorius, cuja parte inferior das pernas foi amputada quando ele ainda era bebê, foi condenado por homicídio culposo no mês passado por matar a tiros sua namorada, Reeva Steenkamp, uma modelo e estudante de direito de 29 anos, em sua luxuosa casa. Pistorius disse que ele confundiu Reeva com um intruso.

“A sentença mínima que agradará a sociedade será de 10 anos de prisão”, disse o promotor-chefe, Gerrie Nel, no encerramento de uma audiência de cinco dias para discutir a sentença, em Pretória.

“Este é um assunto sério. A fronteira entre negligência e intenção. Dez anos é o mínimo”, disse Nel ao tribunal.

A juíza Thokozile Masipa deve sentenciar o corredor de 27 anos na terça-feira, encerrando um julgamento de seis meses que foi televisionado do começo ao fim, atraindo a atenção de milhões de pessoas em todo o mundo.

Equipes de defesa e a promotoria passaram grande parte da audiência argumentando sobre se Pistorius deveria ir para prisão ou ser punido com uma sentença mais branda, incluindo prisão domiciliar e serviços comunitários. Especialistas legais estão divididos sobre o resultado provável.

Uma sentença sem custódia deve motivar insatisfação popular, inflamando a percepção entre sul-africanos negros que, 20 anos após o fim do apartheid, brancos ricos ainda conseguem benefícios do sistema judiciário. Masipa é apenas a segunda mulher negra que juíza na África do Sul.

“Não demos falhar com os pais. Não devemos falhar com a sociedade. A sociedade pode perder a confiança na corte”, disse Nel.

O julgamento tem sido um dos mais observados desse tipo na história, com espectadores compenetrados na derrocada dramática de um homem amplamente admirado como símbolo de triunfo frente às adversidades.

Os pais de Steenkamp disseram, após o veredito do mês passado, que “a Justiça não foi cumprida” quando Pistorius evitou uma condenação mais grave de homicídio doloso, o que exigiria uma sentença compulsório de prisão.

Pistorius ofereceu aos Steenkamps 34 mil dólares da venda de seu carro, em um ato que sua equipe de defesa disse expressar o arrependimento pela dor que causou a eles. A mãe de Reeva, June, rejeitou o que chamou de “dinheiro de sangue”.

Nel disse que isso não foi uma amostra genuína de remorso. “A oferta não é nada além de uma tentativa de influenciar a sentença”, acrescentou.

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