Sem indícios de corrupção, juiz da Fifa aprova Mundiais de 2018 e 2022

quinta-feira, 13 de novembro de 2014 09:25 BRST
 

Por Brian Homewood

LONDRES (Reuters) - As Copas do Mundo de 2018 e 2022 na Rússia e no Catar receberam sinal verde nesta quinta-feira, quando o comitê de ética da Fifa declarou não ter encontrado razões para repetir o polêmico processo de seleção das sedes para o mundial de futebol.

Em um relatório ansiosamente esperado, o comitê afirmou que “os vários incidentes que podem ter ocorrido não servem para comprometer a integridade do processo de candidatura das Copas do Mundo de 2018 e 2022 como um todo”.

O documento criticou a candidatura da Inglaterra para o torneio de 2018 por se curvar a “pedidos indevidos” do ex-presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), Jack Warner, poderoso dirigente da Fifa à época, no que disse ter sido “uma aparente violação das regras de candidatura”.

O relatório ainda afirmou que na proposta da Austrália para 2022 “há certos indícios de conduta potencialmente problemática de indivíduos específicos à luz de normas éticas relevantes da Fifa”.

“As ocorrências em questão foram... somente de alcance muito limitado”, acrescentou o documento.

“Em especial, os efeitos destas ocorrências no processo seletivo como um todo ficaram longe de alcançar qualquer limite que exigiria retomar o processo seletivo, muito menos repeti-lo – decisão que, de qualquer maneira, não seria da competência do Comitê de Ética da Fifa”, informou.

“Assim sendo, a avaliação do processo seletivo das Copas do Mundo de 2018 e 2022 da Fifa está encerrada para o Comitê de Ética da Fifa”.

Entretanto, o relatório disse que o investigador de ética da entidade, Michael Garcia, pretende iniciar investigações formais contra determinados indivíduos, que não foram nomeados.   Continuação...

 
Instalação de luz reproduz logotipo da Copa de 2018 no prédio do Teatro Bolshoi em Moscou. 28/10/2014 REUTERS/Maxim Shemetov