Candidatura da Inglaterra para Copa de 2018 é criticada em relatório da Fifa

quinta-feira, 13 de novembro de 2014 11:09 BRST
 

Por Brian Homewood

LONDRES (Reuters) - A Inglaterra foi criticada em um relatório do comitê de ética da Fifa nesta quinta-feira por ter sido excessivamente indulgente com Jack Warner, poderoso ex-dirigente da Fifa, em sua tentativa de conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo de 2018.

A equipe da candidatura inglesa ajudou um conhecido de Warner a conseguir um emprego de meio período na Grã-Bretanha e gastou 55 mil dólares para patrocinar um evento de gala em sua Trinidad e Tobago nativa para tentar agradar Warner, afirma o documento.

Warner era presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) na ocasião e membro do comitê executivo da Fifa que concedeu o Mundial de 2018 à Rússia e o de 2022 ao Qatar em uma votação polêmica em dezembro de 2010.

Ele se aposentou do futebol em 2011, depois de ser suspenso pela Fifa na esteira das alegações de um escândalo de compra de votos na véspera da eleição presidencial daquele ano.

“A equipe da candidatura inglesa para 2018 deu uma ênfase especial ao convencimento do ex-membro do comitê executivo da Fifa (na posição de vice-presidente da Fifa) e então presidente da Concacaf, Jack Warner”, declarou o documento.

“O senhor Warner procurou explorar a percepção de que tinha poder para controlar os “blocos de votos” dentro do Comitê Executivo da Fifa, cobrindo a equipe da candidatura inglesa para 2018 de pedidos inadequados”, acrescentou.

“De acordo com as descobertas da câmara investigatória do Comitê de Ética da Fifa, a equipe da candidatura atendeu aos pedidos do senhor Warner muitas vezes, em uma aparente violação das regras de candidatura e do Código de Ética da Fifa”.

O documento afirma que Warner pressionou a equipe da candidatura inglesa a ajudar “uma pessoa de seu interesse” a encontrar um emprego de meio período na Grã-Bretanha.   Continuação...