David Luiz comemora invencibilidade da defesa do Brasil com ajuda dos atacantes

sexta-feira, 14 de novembro de 2014 12:26 BRST
 

(Reuters) - A invencibilidade da defesa brasileira nos cinco amistosos após a Copa do Mundo é um mérito que deve ser compartilhado por todos da equipe, inclusive os atacantes, disse nesta sexta-feira o zagueiro David Luiz.

Em cinco jogos desde o quarto lugar no Mundial em casa, em que perdeu de 7 x 1 para a Alemanha na semifinal, o Brasil marcou 12 gols e não levou nenhum nas vitórias contra Equador, Colômbia, Argentina, Japão e Turquia.

A filosofia adotada pelo técnico Dunga, com marcação desde a saída de bola, tem sido fundamental para o Brasil não levar gols.

“Todos têm a sua função, começa lá com o primeiro atacante e todos têm participação, e quando a bola vem mais truncada para o adversário, fica melhor para a gente defender”, disse a jornalistas o zagueiro David Luiz, que manteve a vaga de titular na seleção após a Copa do Mundo.

“Mas não é bom falar muito disso, porque acaba chamando gol”, brincou o jogador do Paris St. Germain.

Dos defensores que estiveram na Copa do Mundo, apenas David Luiz foi mantido por Dunga, que substituiu Luiz Felipe Scolari no comando da equipe. Daniel Alves e Marcelo perderam as vagas nas laterais, e Miranda passou a ser o outro zagueiro titular.

Thiago Silva, ex-parceiro de David na defesa, foi chamado pela primeira vez desde a volta de Dunga para os últimos amistosos do ano, mas ficou apenas no banco de reservas contra a Turquia na vitória de 4 x 0 desta semana.

“A gente não deve acomodar. O foco tem que ser permanente e o Thiago é humilde e respeita o momento”, disse David Luiz.

O Brasil retomou nessa sexta-feira a preparação para o amistoso com a Áustria, na semana que vem, em Viena. Em 2015, o Brasil vai disputar a Copa América do Chile e as eliminatórias da Copa do Mundo, e a primeira convocação do ano que vem deve ser feita em março.

(Por Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

 
Neymar comemora gol marcado contra a Turquia com David Luiz, Filipe Luis, Oscar e Luiz Adriano, em Istambul. 12/11/2014 REUTERS/Murad Sezer