November 18, 2014 / 11:39 AM / 3 years ago

COI torna mais fácil e barato processo de candidatura para sediar Olimpíadas

3 Min, DE LEITURA

Presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, ergue bandeira olímpica durante cerimônia de encerramento dos Jogos da Juventude de Nanjing 2014, na China. 28/08/2014.Aly Song

LAUSANNE Suíça (Reuters) - O processo de concorrência para sediar as Olimpíadas deve se tornar mais barato, mais fácil e mais atraente para as cidades, ao passo que os esportes entrarão para a competição mais rapidamente, disse o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta terça-feira, apresentando 40 recomendações para mudar a forma como os Jogos são administrados.

“Temos que olhar para o futuro e tentar tratar dos desafios que podem aparecer e os desafios que temos agora”, disse o presidente do COI, Thomas Bach, a um pequeno grupo de repórteres. 

“Queremos mostrar, com este procedimento, que o COI está se abrindo, que estamos abrindo uma janela e queremos a entrada de novos ares", disse ele sobre as recomendações.

Grandes cidades não mais precisarão cumprir os custosos pré-requisitos do COI, ou executar sozinhas o considerável fardo financeiro do processo de candidatura, caso as recomendações sejam aprovadas, conforme o esperado, na sessão do COI em Mônaco, em dezembro. 

Elas serão “convidadas" a dialogar com o COI para determinar como planejam integrar os Jogos com seus planos para o futuro. 

Cidades olímpicas futuras também terão permissão de realizar eventos fora da cidade ou, “em casos excepcionais”, mesmo fora do país por motivos de sustentabilidade, segundo uma das recomendações, rompendo uma longa tradição olímpica de apenas uma cidade em um país sediar todos os eventos olímpicos.

Os esportes também não precisarão esperar sete anos após terem sido aprovados para estrearem em uma Olimpíada, mas, em vez disso, podem ser trazidos para apenas um edição dos Jogos para maximizar o alcance e atração do evento esportivo. 

Os primeiros Jogos a se beneficiarem podem ser os de Tóquio em 2020, com os japoneses pressionando pela inclusão do beisebol e do softbal, após terem sido retirados do programa depois das Olimpíadas de Pequim de 2008.

Assim sendo, os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro não devem ser atingidos por nenhuma alteração.

Comitês organizadores podem propor o acréscimo de “um ou mais eventos adicionais” sobre o programa olímpico após a cidade ter sido eleita para uma edição dos Jogos, tornando o programa do evento mais baseado em eventos do que em esportes.

O COI também poderá propor novos eventos, disse Bach. 

“Agora a porta está aberta (para esportes). O COI, sozinho, pode também tomar uma decisão de acrescentaremos este ou aquele evento”, afirmou Bach. 

“Isso tem apenas que acontecer antes de a cidade ser eleita, para que as candidatas saibam que precisam lidar com tal coisa. Quaisquer mudanças podem acontecer em acordo com a cidade-sede.”

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