COI sugere a Tóquio realizar mais eventos fora da cidade nos Jogos de 2020

quarta-feira, 19 de novembro de 2014 13:50 BRST
 

Por Elaine Lies

TÓQUIO (Reuters) - O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, pediu nesta quarta-feira a Tóquio que considere transferir mais eventos olímpicos para fora da capital japonesa, incluindo para cidades a centenas de quilômetros de distância, com o objetivo de reduzir os custos da organização da Olimpíada de 2020.

Um aumento nos custos trabalhistas e de construção forçou Tóquio a repensar os planos para 10 locais a serem construídos para os Jogos, contrariando a promessa de realizar praticamente todos os eventos a uma distância de no máximo 8 quilômetros da Vila Olímpica - um dos pontos-chave da vitoriosa candidatura do país.

Na terça-feira, o COI apresentou as maiores mudanças em décadas na organização dos Jogos, ao lançar 40 recomendações e colocar mais ênfase na sustentabilidade, de forma a reduzir os custos para as cidades candidatas.

"(O COI) disse especificamente que devemos fazer o máximo uso de instalações existentes, e isso, até onde eu sei, anula a filosofia de 8 km que tínhamos na candidatura", disse Coates em entrevista coletiva em Tóquio nesta quarta-feira, após vistoria de dois dias aos preparativos da cidade japonesa.

"Nós sugerimos ao comitê organizador que para as rodadas preliminares do basquete, assim como do futebol, eles possam olhar para cidades como Osaka, que podem ter arenas grandes."

Tóquio já havia anunciado que partidas das rodadas preliminares do futebol seriam realizadas em partes do nordeste do Japão afetadas pelo terremoto seguido de tsunami de 2011, em um esforço para impulsionar a economia local, mas essa foi a primeira vez que se cogitou realizar outros eventos esportivos fora da capital.

Osaka fica cerca de 400 quilômetros a oeste de Tóquio.

A candidatura de Tóquio previa gastos de 1,5 bilhão de dólares em instalações esportivas para os Jogos, mas essa estimativa mais que dobrou no ano passado após novos cálculos.

 
Vice-presidente do COI, John Coates, em foto de arquivo em entrevista coletiva em Tóquio. 20/11/2013 REUTERS/Issei Kato