November 25, 2014 / 2:03 PM / 3 years ago

ENTREVISTA-Nadal voltará a surpreender, diz Guga

3 Min, DE LEITURA

Ex-tenista Gustavo Kuerten, em foto de arquivo. 15/09/2012Paulo Whitaker

LONDRES (Reuters) - O tricampeão de Roland Garros Gustavo Kuerten sabe como é ter uma carreira assolada por lesões, e acredita que Rafael Nadal irá voltar renovado às quadras após passar por sofrimentos recentes.

Nadal não joga desde a derrota chocante para Nick Kyrgios em Wimbledon. Desde então, um problema no punho e uma apendicite obrigaram o espanhol ex-número um do mundo a se afastar das quadras.

O espanhol, cujo nono título em Roland Garros, em junho, foi um raro destaque em um ano difícil, irá voltar à ação depois do Natal, e Guga espera que o tenista de 28 anos dispute mais títulos de Grand Slams em 2015.

“É preocupante, para todos nós que amamos vê-lo jogar, quando ele se machuca, mas ele sempre nos surpreende”, disse o brasileiro, hoje com 38 anos, que foi forçado a se aposentar por conta de problemas no quadril, em entrevista à Reuters.

“Ele deu a volta por cima no ano passado e terminou como número um de novo. Tudo é possível para Rafa, mas depende de sua condição física e do nível do Novak (Djokovic)”, acrescentou.

Guga, no entanto, sugere cautela. “Seu estilo tem um impacto enorme no corpo, é muito baseado no desempenho físico”, afirmou.

Embora possa estar pedindo muito ao esperar que Nadal recupere o ritmo rápido o suficiente para disputar o Aberto da Austrália –o primeiro Grand Slam do ano, já em janeiro–, Guga acredita que ele irá entrar com tudo na temporada de saibro do ano que vem.

“Rafa vê aquilo como seu território”, disse. “Acho que mesmo quando tiver 95 anos ninguém vai conseguir segurar ele. Ele parece de outro planeta em Roland Garros”.

Guga, que encerrou o ano 2000 como primeiro do mundo depois de derrotar Pete Sampras e Andre Agassi em seguida no ATP Tour Finals em Lisboa, aposentou-se em 2008, finalmente admitindo a derrota para as lesões que começaram a atormentá-lo pouco depois de seu terceiro título no Aberto da França de 2001.

Ele disse que hoje os jogadores têm uma probabilidade menor de sofrer o mesmo destino graças à proteção maior da Associação de Tenistas Profissionais (ATP).

“O final dos anos 1990 e início de 2000 foi uma época destruidora para os tenistas”, disse. “Você olha para (Marcelo) Ríos, eu, (Magnus) Norman, até Marat (Safin). Eles forçaram tantos os jogadores que começaram a desmoronar, um atrás do outro”.

“Tínhamos que jogar nove eventos Masters Series obrigatórios, quatro Grand Slams e a temporada ia até dezembro, um mês a mais, e os torneios Masters Series eram melhores de cinco sets”, disse.

“A ATP percebeu que era demais, era injusto, e estão acertando o calendário”.

Mas Guga não tem arrependimentos. “Com certeza meus melhores anos no tênis não aconteceram”, disse. “Mas minha vida no tênis foi ótima, e seria injusto pedir mais”.

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