26 de Novembro de 2014 / às 18:28 / em 3 anos

ENTREVISTA-Animada com 3º lugar na F1, Williams quer rivalizar com Mercedes em 2015

Felipe Massa, da Williams, durante treino classificatório em Abu Dhabi. 22/11/2014 REUTERS/Caren Firouz

LONDRES (Reuters) - A Williams está de volta ao grupo das três principais equipes da Fórmula 1, mas a vice-chefe Claire Williams não hesita quando perguntada se sente que a Williams retornou aos velhos tempos.

“Não, o sentimento é de uma nova Williams”, afirmou à Reuters a filha do fundador da escuderia, Frank, ao final de uma temporada que teve a ex-campeã terminando em terceiro lugar no Mundial de Construtores, em seu melhor desempenho desde 2003.

“Não é que eu não ame a velha Williams... Mas eu acho que por alguns anos estivemos de certa forma estáticos, tipo pressionados, e a marca realmente não sabia onde estava, a equipe realmente não sabia onde estava indo.”

No ano passado, a Williams marcou apenas cinco pontos e terminou em nono lugar geral.

A equipe que já foi dominante, vencedora de nove títulos de construtores e sete de pilotos entre 1980 e 1997, também marcou apenas cinco pontos em 2011 e não terminou em posição mais alta do que sexto nos últimos seis anos.

Nesta temporada se destacou a importância da mudança de motores Renault para os Mercedes, mas a melhora acentuada no desempenho da equipe vai além disso.

A chegada do diretor técnico Pat Symonds, que ganhou campeonatos com a Benetton e a Renault, em julho de 2013 foi um momento-chave, assim como as contratações neste ano dos engenheiros Jakob Andreasen e Rob Smedley, de Force India e Ferrari.

“Acredito que houve uma (mudança) real mentalmente e culturalmente para um monte de gente na Williams e que este é um novo e brilhante futuro para a equipe”, disse Williams.

“Trata-se de uma nova geração e levá-la a recriar os dias de glória, mas de uma maneira diferente. Isso é muito empolgante para mim. Não acho que ouvirmos uma conversa sobre se isso pode ser um golpe de sorte para a Williams. É um novo caminho, um novo começo.”

A Williams despediu-se da temporada em Abu Dhabi com o brasileiro Felipe Massa em segundo lugar e o finlandês Valtteri Bottas em terceiro, atrás do campeão mundial pela Mercedes Lewis Hamilton.

Massa chegou a liderar a corrida e parecia ameaçar Hamilton na prova. Uma vitória do brasileiro não seria uma grande surpresa, em um ano que teve Massa na pole na Áustria e a equipe com nove pódios. Para 2015 as ambições são maiores.

“É o próximo passo que vai ser a parte mais difícil no trabalho”, reconheceu Williams.

“No próximo ano, (a equipe) tem que dar esse passo e diminuir o gap para a Mercedes...vencer corridas e lutar contra eles.”

“Temos que desafiá-los e tomar vitórias deles. E isso é realmente o que queremos fazer. E não por acaso, mas porque nós temos vantagem competitiva”, completou.

Claire Williams disse que o sucesso na pista também estava refletindo no interesse de patrocinadores.

“Isso realmente está ocorrendo. As pessoas querem ser parte disso”, declarou ela. “Nós temos várias conversas realmente positivas. O sucesso gera sucesso, não é?...Não é apenas uma equipe que teve grande sucesso na década de 90, mas uma equipe com um futuro”, completou.

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