COI espera aprovar grandes mudanças para reanimar Jogos Olímpicos

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 10:46 BRST
 

Por Karolos Grohmann

MÔNACO (Reuters) - Quando os membros do Comitê Internacional Olímpico (COI) votaram as 40 recomendações, na semana que vem, para mudar o jeito que os Jogos são sediados e administrados, eles dirão “sim” para a maior reformulação das Olimpíadas em décadas.

A ideia por trás das recomendações que o presidente do COI, Thomas Bach, tem buscado desde que assumiu o cargo em setembro de 2013 é dar uma vida nova para o maior evento multiesportivo do mundo, que perdeu grande parte do seu brilho nos últimos anos. 

O fato de apenas duas cidades terem se candidato para sediar os Jogos de Inverno de 2022, após quatro terem retirado suas candidaturas por preocupações financeiras ou falta de apoio público, é uma prova clara de uma necessidade de se repensar o conceito das Olimpíadas. 

Os crescentes custos, que chegaram a impressionantes 51 bilhões de dólares nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, na Rússia, este ano, tornaram difícil para que as cidades vejam as vantagens potenciais de sediar os Jogos. 

Um complexo sistema que administra o programa esportivo dos Jogos e quase não permite que novas modalidades apareçam em uma Olimpíada também tem se provado obsoleto, segundo Bach.

Então, os mais de 100 membros do COI que participarão da sessão em Mônaco na segunda-feira devem endossar sua “Agenda 2020”, que muda o processo de candidatura das sedes olímpicos, o programa esportivo, criará uma transmissora de TV olímpica e tornará os Jogos mais baratos, entre outras coisas.

O COI quer atrair mais cidades para o processo de candidatura, e está buscando facilitar esse processo, deixá-lo mais flexível e mais em linha com os próprios planos das cidades para o futuro.

Bach disse que deve ser “mais como um convite” e não como uma proposta de leilão, onde o COI exige que as cidades cumpram seus critérios. 

Atualmente, cidades concorrentes gastam até 100 milhões de dólares por uma campanha de dois anos. 

“Queremos mostrar, com este procedimento, que o COI está se abrindo, que estamos abrindo uma janela e queremos ter ventos novos entrando”, disse Bach.

 
Pesidente do COI, Thomas Bach, em entrevista coletiva em Lausanne. 09/07/2014  REUTERS/Denis Balibouse