28 de Junho de 2015 / às 18:40 / 2 anos atrás

Brasil enfrenta ressaca conhecida após eliminação na Copa América

SÃO PAULO (Reuters) - A eliminação do Brasil da Copa América pelo Paraguai lançou a seleção a um novo abismo e provocou a retomada de um longo debate sobre como restaurar a antiga glória do time.

Um ano após a seleção ser castigada por 7 x 1 pela Alemanha na Copa do Mundo, a reação após a eliminação atual tem sido semelhante.

O diagnóstico – assim como há um ano – é que com apenas poucos jogadores brilhantes e a desorganização do futebol nacional, todo o sistema precisa ser remodelado do zero.

"Ser eliminado outra vez nos pênaltis só não pode esconder a realidade", disse o colunista Juca Kfouri em seu artigo para o jornal Folha de S. Paulo, neste domingo.

"Falta jogador, falta time, falta técnico e sobra incompetência no comando", acrescentou.

Kfouri, assim como muitos outros torcedores, culpa a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Dunga, técnico que assumiu duas semanas após a humilhação na Copa do Mundo no ano passado.

O cargo de Dunga não parece estar sob risco após a derrota por 4 x 3 nos pênaltis para o Paraguai, mas ele está longe de ser popular.

O estilo de jogo recuado do treinador gaúcho e sua falta de carisma fez com que ele tivesse poucos defensores.

O mesmo pode se dizer da CBF. A organização foi criticada após a derrota de 7 x 1 para a Alemanha por não ter parado para fazer um balanço e ter falhado em compreender que o futebol brasileiro tem andado para trás.

Os críticos pediram em vão por mudanças mais profundas, com uma reorganização e redução do calendário de competições nacionais, uma nova liderança para a CBF e um sistema de competição independente, gerido pelos clubes.

De acordo com o ex-jogador Tostão, integrante da seleção que conquistou o título de 1970, a causa para o problemas atuais do Brasil está no fato de que a nova geração de jogadores brasileiros não conta com grandes talentos como no passado.

“Além da pouca qualidade individual e coletiva, a seleção vive o complexo da enorme expectativa e responsabilidade criada pela história do futebol brasileiro”, escreveu ele em sua coluna na Folha de S. Paulo.

Dunga culpou a derrota a um vírus que ele disse ter atacado alguns jogadores antes da partida, mas acrescentou que a eliminação deixará o jovem elenco mais bem preparado emocionalmente para as eliminatórias da Copa do Mundo, que começam em outubro.

“Essa competição foi muito importante para acostumar os jogadores a jogarem eliminatórias”, disse o técnico pouco depois da eliminação. “Queríamos vencer, mas foi um bom aprendizado para as eliminatórias e essa é nossa maior prioridade.”

Por Andrew Downie

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