Hulk teme que racismo "nojento e feio" estrague a Copa do Mundo na Rússia

segunda-feira, 20 de julho de 2015 11:00 BRT
 

Por Mike Collett

SÃO PETERSBURGO, Rússia (Reuters) - O atacante brasileiro do Zenit Hulk disse que agressões racistas são feitas por torcedores em quase todas as partidas de futebol na Rússia, e que tem medo que o racismo "nojento e feio" afete a Copa do Mundo de 2018 no país.

O meia ganês Emmanuel Frimpong foi alvo de gritos de "macaco" em uma partida na sexta-feira na Rússia, mas o ministro dos Esportes, Vitaly Mutko, disse que o incidente não deve ser "elevado à um grande escândalo".

"Isso (racismo) acontece em quase toda partida na Rússia, mas o mundo não ouve isto porque eles tentam silenciar", disse Hulk a repórteres nesta segunda-feira durante sessão de treinamento do Zenit.

"Vejo isso acontecer toda hora. Costumava ficar muito nervoso com isso, mas agora eu só mando um beijo para os torcedores e tento não ficar com raiva", acrescentou.

A Fifa informou que irá pedir à União Russa de Futebol para providenciar detalhes do incidente da sexta-feira na partida entre Spartak Moscou e Ufa, na qual Frimpong foi expulso por mostrar o dedo do meio para a torcida.

Hulk também denunciou no passado ter sido alvo de gritos de "macaco" e outros atos racistas durante partidas na Rússia.

 
Atacante brasileiro Hulk em partida do Zenit em São Petersburgo. 26/02/2015 REUTERS/Maxim Zmeyev