Remadores dos EUA ficam doentes em evento-teste no Rio; equipe evita culpar água

segunda-feira, 10 de agosto de 2015 20:14 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A equipe de remo dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira que quatro técnicos e 11 atletas ficaram doentes durante evento-teste no Rio de Janeiro na semana passada, mas que não poderia atribuir o problema à água da Lagoa Rodrigo de Freitas.

A Lagoa recebeu o campeonato mundial júnior de remo de 5 a 8 de agosto como preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.

"Nossa equipe vai rever os detalhes das doenças para avaliar as áreas de risco e protocolo futuro. Seria fácil, mas irresponsável de nossa parte imediatamente assumir que o local de remo é o ponto principal ou única exposição que causou as doenças", disse o presidente da equipe norte-americana, Glenn Merry, à Reuters em comunicado.

Merry afirmou ainda que os remadores dos EUA muitas vezes ficam doentes no exterior e que o fato de que treinadores também ficaram doentes no Rio era uma indicação de que a água pode não ser o problema.

O único atleta que caiu na Lagoa e engoliu água não foi um daqueles que estavam doentes, acrescentou o dirigente.

A agência Associated Press informou que 13 dos 40 integrantes da equipe dos EUA haviam ficado doentes no evento. De acordo com reportagem publicada pela AP no fim de julho, testes revelaram alta presença de vírus conhecidos por causar doenças estomacais, respiratórias e outras, incluindo diarreia aguda e vômitos, nas águas da Baía de Guanabara, Lagoa Rodrigo de Freitas e na praia de Copacabana.

A assessoria de imprensa do comitê organizador dos Jogos do Rio disse à Reuters que "tudo indica" que os competidores tiveram "diarreia do viajante", já que o posto médico do evento atendeu 14 pessoas no início da competição com esse diagnóstico, sendo 8 dos EUA, 3 da Austrália e 3 da Grã-Bretanha. Segundo ela, todos foram medicados e competiram.

(Por Andrew Downie, com reportagem adicional de Tatiana Ramil)

 
Atletas do remo treinam para o campeonato mundial júnior, na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, na semana passada. 05/08/2015 REUTERS/Ricardo Moraes