PF desmonta quadrilha com ex-jogador da seleção que fraudava pagamento de loterias

quinta-feira, 10 de setembro de 2015 12:20 BRT
 

(Reuters) - A Polícia Federal realizou operação nesta quinta-feira para desarticular quadrilha que fraudava o pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal no Estado de Goiás com o envolvimento de um ex-jogador de futebol da seleção brasileira, que, segundo reportagens, seria o pentacampeão mundial Edílson.

De acordo com a PF, a fraude ocorria por meio da validação fraudulenta de bilhetes de loteria, e os valores desviados podem atingir cifras milionárias. Só em 2014, ganhadores deixaram de resgatar 270,5 milhões em prêmios das loterias.

"Os investigadores constataram que o esquema criminoso contava com a ajuda de correntistas do banco, que eram escolhidos por movimentarem grandes volumes financeiros e que foram usados para recrutar gerentes da Caixa para serem utilizados na fraude", disse a Polícia Federal em comunicado.

"Dentre esses correntistas foi identificado, inclusive, um ex-jogador de futebol da seleção brasileira", acrescentou.

Procurada pela Reuters, a PF informou que não divulgaria o nome dos suspeitos, mas reportagens em sites de jornais disseram que o acusado é o ex-atacante Edílson, que defendeu o Brasil na conquista do pentacampeonato mundial em 2002.

Edílson, de 44 anos e conhecido como "Capetinha", passou por grandes clubes do país ao longo da carreira, como Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro e Flamengo.

A chamada Operação Desventura conta com cerca de 250 policiais federais para cumprimento de 54 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva, oito de prisão temporária, 22 de conduções coercitivas e 19 de busca e apreensão nos Estados de Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal.

Em nota, a Caixa informou que está colaborando com as investigações em andamento. "A Caixa está tomando todas as providências de abertura de processos disciplinares, apuração de responsabilidades e afastamentos, nos casos de envolvimento de empregados do banco."

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)