Depressão no futebol profissional é generalizada, diz FIFPro

terça-feira, 6 de outubro de 2015 11:55 BRT
 

(Reuters) - Os jogadores de futebol profissional sofrem mais de depressão e ansiedade do que o público em geral, e mais de um terço dos praticantes da modalidade atualmente e no passado relataram sintomas destes males, de acordo com um estudo da Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro).

Dos 826 jogadores analisados, 38 por cento dos profissionais em atividade e 35 por cento dos ex-atletas disseram ter tido problemas em algum momento, especialmente se foram vítima de lesões graves. Na população geral, a cifra fica entre 13 e 17 por cento.

A pesquisa também revelou que os jogadores atuais que tiveram três lesões sérias ou mais são quatro vezes mais propensos a relatar problemas de saúde mental do que seus colegas.

Clarke Carlisle, presidente da Associação dos Jogadores de Futebol da Grã-Bretanha, revelou no início deste ano que tentou cometer suicídio em novembro de 2014 por estar sofrendo de depressão.

Os resultados do estudo foram divulgados no mesmo dia em que Carlisle disse à rede BBC que alguns esportes “não estão encarando” a questão da saúde mental.

A FIFPro já havia realizado um estudo-piloto em 2013, e a pesquisa mais recente indica que a escala dos problemas de saúde mental entre os jogadores é muito mais séria do que o estudo anterior mostrou.

Os dados para o levantamento foram obtidos em entrevistas com jogadores de futebol profissionais em atividade e aposentados de 11 países em três continentes. Mais da metade dos entrevistados atuaram em times de ponta de seus países durante a maior parte da carreira.

(Por Simon Jennings, em Bangalore)

 
Cristiano Ronaldo durante partida do Real Madrid, na Espanha.  26/09/2015   REUTERS/Juan Medina