6 de Outubro de 2015 / às 21:19 / 2 anos atrás

Douglas Costa quer cumprir papel na seleção sem pensar em substituir Neymar

Douglas Costa durante visita à Oktoberfest em Munique. 30/9/2015.Alexander Hassenstein/Divulgação

(Reuters) - Cotado para ser uma das apostas do técnico Dunga na ausência de Neymar nos primeiros dois jogos nas eliminatórias, o atacante Douglas Costa afirmou que o Brasil tem de aprender a jogar sem o astro do Barcelona e que está pronto para cumprir sua missão na seleção.

Douglas Costa vem sendo uma das sensações do poderoso Bayern de Munique, mas ainda não mostrou todo o seu potencial na seleção, mesmo sendo titular nos dois últimos amistosos, contra Costa Rica e Estados Unidos, em setembro. "Não penso em substituir Neymar na ausência dele. Tenho que fazer o meu trabalho. Neymar é fantástico e teremos que aprender a lidar com isso", declarou Douglas Costa a jornalistas em Santiago, onde o Brasil enfrenta o Chile na quinta-feira. O segundo jogo é contra a Venezuela, em Fortaleza, na terça-feira da semana que vem.

Nos amistosos nos EUA, o ataque brasileiro foi formado por Hulk e Douglas Costa, com Neymar no banco, numa clara experiência visando as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Contra a Costa Rica o time teve dificuldades, mas jogou melhor contra os norte-americanos, principalmente depois da entrada de Neymar a vitória brasileira ficou mais tranquila.

"Teremos nas eliminatórias Chile, Argentina, Colômbia e outros times de qualidade, todos os jogos serão muito difíceis", disse ele. "Mas temos qualidade e somos o Brasil."

O grupo brasileiro está praticamente completo no Chile e Dunga deve confirmar o time titular para a estreia nas eliminatórias até quarta-feira. Parte do treino desta terça foi fechado à imprensa.

Uma orientação da comissão técnica é evitar a catimba e o jogo amarrado típicos de partidas na competição. "Temos que ter cabeça no lugar e inteligência. Não podemos perder a cabeça", disse o zagueiro David Luiz.

O Chile sempre foi considerado um freguês do futebol brasileiro, mas desta vez o Brasil não é mais o favorito diante dos últimos tropeços e do bom momento do adversário.

"Teremos muito tempo nas eliminatórias para nos prepararmos, crescer e evoluir", disse o defensor.

Por Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro

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