Fifa coloca Beckenbauer, Ricardo Teixeira e vice-presidente da Fifa sob investigação

quarta-feira, 21 de outubro de 2015 13:17 BRST
 

Por Simon Evans e Brian Homewood

ZURIQUE (Reuters) - O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, Franz Beckenbauer, um dos maiores astros do futebol alemão, e o vice-presidente da Fifa Angel Maria Villar, além de outros ex-membros do Comitê Executivo da Fifa, estão entre os investigados pelo Comitê de Ética da entidade.

O Comitê de Ética da organização, que tem sido atingida por escândalos, recebeu o direito de divulgar informações sobre casos do Comitê Executivo da Fifa na terça-feira e não perdeu tempo em tirar vantagem de sua nova liberdade.

Beckenbauer, campeão do mundo como jogador e técnico e ex-membro do Comitê Executivo da Fifa, teve seu caso passado para a Câmara de Instrução do Comitê de Ética para uma decisão.

Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol e vice-presidente da Fifa e da Uefa, também teve seu caso passado para o juiz do Comitê de Ética Jans-Joachim Eckert.

Não foram dados detalhes sobre as razões das investigações contra Beckenbauer ou Villar.

O Comitê de Ética confirmou que, como amplamente relatado, "procedimentos estão em curso" contra o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o presidente da Uefa, Michel Platini, "em relação ao pagamento de 2 milhões de francos suíços da Fifa para Michel Platini em fevereiro de 2011".

Ambos já receberam suspensões provisórias de 90 dias, pendendo investigações completas. Os "procedimentos em curso" do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, suspenso, também foram confirmados. O Comitê de Ética disse que o caso é "relacionado à suspeita de má-conduta de despesas e outras infrações das regras e regulamentos da Fifa".

O comitê também informou que seis outros ex-dirigentes do comitê executivo da Fifa estavam sob investigação. Todos foram suspensos ou renunciaram às suas funções.

(Reportagem de Brian Homewood)

 
Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro em 2011. 01/12/2011 REUTERS/Sergio Moraes