Sem Zico, Fifa confirma sete candidatos em eleição para presidência

quarta-feira, 28 de outubro de 2015 09:56 BRST
 

ZURIQUE (Reuters) - A Fifa divulgou nesta quarta-feira o nome dos sete candidatos confirmados para as eleições presidenciais da organização, que serão realizadas em 26 de fevereiro.

Em comunicado, o órgão sediado em Zurique informou que os candidatos são: príncipe Ali Bin Al Hussein, Musa Hassan Bility, Jérôme Champagne, Gianni Infantino, Michel Platini, xeique Salman Bin Ebrahim Al Khalifa e Tokyo Sexwale.

Agora os candidatos precisam enfrentar testes de integridade sob o código de ética da Fifa.

O ex-jogador brasileiro Zico, que fez campanha como pré-candidato, não conseguiu registrar oficialmente sua candidatura por falta do apoio exigido de ao menos cinco federações nacionais de futebol.

A Fifa enfrenta a pior crise de sua história após acusações feitas pela Justiça dos Estados Unidos contra diversos dirigentes de subornos, lavagem de dinheiro e fraude. Autoridades suíças também estão investigando a decisão de sediar as Copa dos Mundo de 2018 e 2022 na Rússia e Catar, respectivamente.

O presidente da Uefa, Michel Platini, foi suspenso neste mês por 90 dias pelo Comitê de Ética da federação, o que levou a Fifa a dizer que a candidatura do francês não será validada pelo comitê eleitoral enquanto a suspensão estiver ativa.

Como um candidato europeu alternativo, o secretário-geral da Uefa Infantino anunciou na segunda-feira que iria concorrer à presidência.

Uma das surpresas foi a ausência entre os candidatos registrados do ex-jogador de Trinidad e Tobago David Nakhid, que anunciou na segunda-feira que iria concorrer. A Fifa informou que uma das cinco declarações de apoio ao ex-jogador foi enviada por uma associação que já havia declarado apoio a outro candidato.

"O comitê eleitoral decidiu não considerar a candidatura do sr. Nakhid, à medida que não completou as cinco declarações de apoio necessárias", informou a organização em nota.

(Reportagem de Joshua Franklin)

 
Logo da Fifa visto na sede, em Zurique.   07/10/2015     REUTERS/Arnd Wiegmann