4 de Novembro de 2015 / às 14:46 / 2 anos atrás

Cresce pressão sobre dirigente alemão por escândalo de pagamento da Copa de 2006

Presidente da DFB, Wolfgang Niersbach, ao lado do troféu da Copa do Mundo de 2014 em museu do futebol alemão, em Dortmund. 23/10/2015Firo/Pool

(Reuters) - A pressão sobre o presidente da Associação Alemã de Futebol (DFB), Wolfgang Niersbach, aumentou nesta quarta-feira, depois que uma operação da promotoria na sede da entidade em relação a um pagamento feito à Fifa pelo comitê organizador da Copa do Mundo de 2006 chocou o país.

Mais de 50 policiais e promotores fizeram uma operação na sede da DFB, na terça-feira, assim como nas residências de Niersbach e de outros dirigentes, em busca de provas que possam sustentar as suspeitas, levantadas pelo procurador-geral da cidade de Frankfurt, de que o presidente, durante seu período como vice-presidente do comitê organizador da Copa de 2006, e dois outros ex-colegas do organismo não tenham pago impostos de uma transferência polêmica à Fifa em 2005.

No centro da investigação está um pagamento de 6,7 milhões de euros da DFB à Fifa que a revista Der Spiegel afirmou ser a devolução de um empréstimo concedido pelo então diretor-executivo da Adidas, Robert-Louis Dreyfus, para ajudar a comprar votos para a campanha de 2000 na qual o Mundial foi concedido à Alemanha.

“Será que Niersbach pode continuar no cargo?”, indagou o jornal Bild. “A DFB precisa agir”, escreveu o diário Frankfurter Allgemeine Zeitung.

A reportagem de outubro da Der Spiegel sustentava que um fundo secreto foi criado com apoio financeiro de Louis-Dreyfus para comprar apoio para a ambição alemã de sediar a Copa. Tanto a DFB quanto Niersbach, assim como o presidente do comitê organizador, o ex-jogador Franz Beckenbauer, repudiaram a acusação de compra de votos feita pela Der Spiegel.

Mas Niersbach afirmou haver uma investigação interna em andamento para se descobrir por que o valor foi pago à Fifa e para que foi usado. Indagado em uma coletiva de imprensa no dia 22 de outubro por que a DFB pagou tal montante à Fifa, Niersbach respondeu: “Não sei”. A Fifa também está investigando as alegações.

Políticos alemães estão exigindo explicações e exortando a DFB a abrir o jogo. “Esta é a maneira certa de trazer luz para a escuridão”, disse Dagmar Freitag, líder do comitê parlamentar do esporte. Niersbach, entretanto, não se pronuncia desde a operação de terça-feira.

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